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Governo Tsipras cede, em parte, sobre o Porto do Pireu

Governo Tsipras cede, em parte, sobre o Porto do Pireu
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Em menos de vinte e quatro horas, o governo grego altera, parcialmente, a sua posição em relação ao Porto do Pireu.

No primeiro conselho de ministros, o executivo revelou a intenção de renegociar o acordo, de dezembro, relativo ao uso de mais terminais no maior porto grego pela empresa chinesa Cosco.

A China reagiu, mostrando-se preocupada e pronta a defender os interesses das suas empresas na Grécia.

Em resposta, o ministro da Economia, Infraestruturas, Marinha Mercante e Turismo, Giorgos Stathakis, anunciou: “Vamos avançar com o que foi acordado pelo governo precedente. É uma declaração simples. Temos contactos muito próximos com a China e as coisas serão claras. Vamos continuar com as iniciativas já em curso”.

A Cosco obteve, em 2008, a gestão de dois principais terminais de contentores no Porto de Pireu, por um período de 35 anos.

Antonis Samaras, antigo primeiro-ministro, lançou a extensão de outros terminais e a privatização completa do porto fazia parte do acordo assinado com a “troika”.

A China pretendia usar o porto do Pireu como porta de entrada das mercadorias na Europa.

A Cosco, que já investiu mais de 4 mil milhões de euros no Pireu, estava na corrida à privatização dos restantes 67% do capital do porto. Mas a privatização foi suspensa pelo governo Tsipras.

Em Atenas, a jornalista Symela Touchtidou recorda que “a primeira fase da privatização do Porto do Pireu foi um dos poucos sucessos do governo grego ao nível das privatizações. Desde 2008, o tráfego comercial de contentores do porto aumentou 130%. Mas, agora, as relações entre o novo governo e os investidores chineses estão por um fio”.

O porto do Pireu é usado por mais de 24 mil navios, por ano. É um dos maiores do Mediterrâneo.