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Grécia diz "não" à "troika"

Grécia diz "não" à "troika"
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Começou, oficialmente, o braço-de-ferro entre o governo grego e os parceiros europeus.

O executivo de Alexis Tsipras recusa dialogar com a “troika”. E o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, reitera que Atenas tem de respeitar os acordos assinados com os parceiros europeus.

Após o encontro com o primeiro-ministro grego, Dijsselbloem reuniu-se com o chefe das Finanças gregas.

A um mês do fim do programa de resgate da União Europeia à Grécia, Giannis Varoufakis pretende renegociar uma reestruturação da dívida e não quer prolongamentos do plano de assistência financeira.

O encontro foi descrito como “construtivo” pelo menos até à conferência de imprensa.

Para Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, “o mais importante é que a Grécia permaneça no caminho da retoma. Isso requer compromissos com um processo de reformas e de sustentabilidade financeira. Avançar com medidas unilaterais ou ignorar os acordos não é o caminho certo”.

Já Giannis Varoufakis defendeu estarem prontos a dialogar com a Europa, mas não pretendem “cooperar com uma comissão tripartida, cuja missão é implementar um programa” que consideram “antieuropeu e que não tem legitimidade, de acordo com o Parlamento Europeu”.

As palavras de Varoufakis criaram no final um ambiente de tensão, deixando antever negociações complicadas.

Portugal juntou-se aos países que se opõe a uma reestruturação da dívida grega e a Alemanha avisou que não se deixa “chantagear”.

A jornalista Symela Touchtidou recorda que “desde 2010, com a implementação do plano de resgate, a Grécia recebeu várias visitas da “troika”. Agora, o novo ministro das Finanças declara que fazem parte do passado”.