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Iémen: Um ponto estratégico para o transporte de petróleo

Iémen: Um ponto estratégico para o transporte de petróleo
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Os raides aéreos sobre o Iémen atraíram a atenção do mercado petrolífero sobre o país.

Ao contrário da vizinha Arábia Saudita, o Iémen não é um grande produtor de petróleo. A produção está a recuar há uma década. Em março, estima-se que tenha produzido 100 mil barris diários, um nível comparável ao dos anos oitenta.

Mas o país tem uma posição geográfica estratégica, quando se trata de rotas marítimas.

Em 2013, o Estreito de Ormuz foi a principal passagem para o transporte marítimo de petróleo. Por ali passaram 17 milhões de barris por dia.

Pelo Estreito de Bab el-Madab, entre o Golfo de Aden e o Mar Vermelho, transitaram apenas 3 milhões e 800 mil barris de crude diários. Mas o encerramento dos 40 quilómetros que separam o Iémen do Corno de África impediria o tráfego marítimo rumo ao Canal do Suez e ao gasoduto SUMED, segunda rota do crude.

As embarcações oriundas do Golfo Pérsico teriam de contornar o Continente africano para chegar à Europa e aos Estados Unidos, aumentando o tempo de viagem e os custos. Segundo as estimativas, os custos passariam de 45 mil para 150 mil dólares por navio.

Os primeiros raides fizeram subir o preço do petróleo. Mas as cotações voltaram a recuar.

O Brent voltou aos 56 dólares e o crude do Texas vale 48 dólares, com a perspetiva de um acordo sobre o dossiê nuclear, que permita ao Irão retomar as exportações de crude, aumentando assim a oferta mundial, já elevada.