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Equipa da Rosetta sem sinais do módulo Philae

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De  Ricardo Figueira  com JEREMY WILKS
Equipa da Rosetta sem sinais do módulo Philae

A terra chama o módulo Philae, mas ele não responde. É assim há algum tempo, desde que as baterias do módulo lançado pela sonda Rosetta, num cometa muito distante, deixaram de funcionar.

Como estamos a antecipar uma situação em que a bateria secundária não vai poder suportar a atividade e vamos ficar dependentes da energia solar, estamos à procura de certas (...) leituras que, para nós, representam dados valiosos.

Mas a equipa da Rosetta, reunida no centro da agência espacial alemã, em Frankfurt, não desespera. Acredita que durante a primavera, ou no máximo até julho, a energia solar vai fazer com que a comunicação seja restabelecida: “A Rosetta está a voar a sensivelmente 200 quilómetros do cometa. Vai começar a mandar sinais para a Philae, para começar o elo de ligação. Se a Philae estiver ligada e tiver energia solar sufuciente para responder, vai ligar o transmissor, responder e o elo de comunicação será estabelecido”, explica Koen Geurts, gestor técnico da Philae.

Koen Geurts explica-nos como é que as coisas se vão passar, daqui para a frente, se tudo correr como a equipa de cientistas espera: “Como estamos a antecipar uma situação em que a bateria secundária não vai poder suportar a atividade e vamos ficar dependentes da energia solar, estamos à procura de certas medidas, como o campo magnético, a fazer imagens da superfície à volta da Philae e tirar medidas como, por exemplo, a temperatura. São leituras que, para nós, representam dados valiosos”.

No ano passado, a equipa da Rosetta conseguiu um dos maiores feitos da história da exploração espacial, ao fazer com que um módulo aterrasse num cometa, permitindo a recolha de dados que nunca antes puderam ser estudados.