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Iceberg A68: Antárctida perde bloco de 6.000 Km2

Iceberg A68: Antárctida perde bloco de 6.000 Km2
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Os cientistas descartam para já uma ligação entre o aquecimento global e a formação de um dos maiores icebergs de sempre na Antárctida. Um território de quase seis mil quilómetros quadrados separou-se nos últimos dias do chamado continente gelado, ao nível da plataforma Larsen C. A notícia foi avançada por um grupo de cientistas britânicos que vigiavam há várias décadas a evolução de uma fissura de mais de 200km de extensão. Uma rotura que se acelerou nos últimos três anos.

Segundo o Professor David Vaughan da “British Antarctic Survey”, “Nos últimos anos vimos como a fissura estava a aumentar até atingir o ponto de ruptura que formou um iceberg que pode agora derreter-se no oceano. Há outras partes da Antárctida que estão a perder gelo, mas estas são menos afetadas pelo aquecimento global do que pelas mudanças nos oceanos”.

Os cientistas dividem-se para já sobre as consequências do fenómeno que poderia fazer aumentar o nível das águas do mar ou pelo menos perturbar o tráfego marítimo na região do pólo sul.

O novo iceberg, batizado A68, com 200 metros de espessura, contém uma quantidade de água congelada equivalente a 462 milhões de piscinas olímpicas.

Apesar do gigantismo, o iceberg está ainda longe das dimensões do B-15, de 11 mil Km2, que se separou em 2000 do território e cujos fragmentos terminaram ao largo da Nova Zelândia, seis anos depois.