Última hora

Última hora

Madeira Vintners: O vinho produzido por mulheres

Em leitura:

Madeira Vintners: O vinho produzido por mulheres

Madeira Vintners: O vinho produzido por mulheres
Tamanho do texto Aa Aa

Suzanne Pedro, Micaela Martins, Lisandra Gonçalves, Cristina Nóbrega, Gabriela Pestana e Jacinta Pedra.

São os nomes das seis mulheres responsáveis pela marca Madeira Vintners, a mais recente marca Vinho da Madeira com Denominação de Origem Protegida.

Um caso de sucesso em termos de exportação, o tema do Business Planet desta semana.

Fomos conhecer como lida esta empresa madeirense com um desafio que enfrentam muitos empreendedores: a fidelização de clientes no mercado internacional.

Um aspeto particularmente importante quando falamos de empresas em regiões como a Madeira, situadas longe dos grandes centros de comércio.



Como podem as PME conquistar os mercados internacionais:

  • São poucas as pequenas e médias empresas a exportar para os mercados do espaço europeu. Mas, de acordo com vários os estudos, as PME são mais dinâmicas no que à criação de emprego diz respeito.
  • Para uma produtora de vinho numa região como o arquipélago da Madeira, a exportação é essencial. Madeira Vintners é uma pequena empresa dirigida exclusivamente por mulheres.Produzem um vinho com 17º de álcool.
  • Todo o processo, desde a produção e a relação com os vinicultores locais, até aos processos de seleção e controlo, produção e vendas, são geridos por mulheres altamente qualificadas.
  • As vendas do Madeira Vintners passaram por um aumento de 100% entre 2016 e 2017.
  • O projeto venceu fundos da União Europeia através do projeto de desenvolvimento regional PRODERAM. Passou à fase de finalistas na edição de 2017 dos Prémios Europeus para a Promoção do Empreendedorismo (EEPA).
  • Os EEPA reconpensam organizações e projetos europeus que promovam o empreendedorismo, assim como o crescimento de pequenas e médias empresas a nível local, regional e nacional.

O projeto que deu origem à marca Madeira Vintners é da responsabilidade da Cooperativa Agrícola do Funchal e da Direcção Regional de Agricultura do Governo Regional da Madeira. Conta também com fundos da Comissão Europeia, através do PRODERAM, o Programa de Desenvolvimento Rural da Região Autónoma da Madeira.

O projeto foi finalista da edição de 2017 dos Prémios Europeus de Promoção Empresarial, promovidos pela Comissão Europeia.

José António Pita dirige a Cooperativa Agrícola do Funchal. Explicou à Euronews o que está por trás do lançamento da marca:

“Estudámos e chegámos à conclusão de que era possível criar uma empresa na área da produção e comercialização do vinho Madeira, que é excecional.”

A marca Madeira Vintners foi a única criada nos últimos 80 anos em termos de Vinho da Madeira, DOP.

E é, de alguma forma, uma coisa de mulheres, o que contraria um setor e um mercado dominado por homens, da produção ao consumo.

Mas nesta empresa, as coisas são diferentes. A Madeira Vintners quer inovar, como explicou à Euronews Suzanne Pedro, diretora financeira da Vintners:

“É inovador, desde logo, por causa da equipa que lidera o projeto, que é composta apenas por mulheres. Inovador pelo grau alcoólico mais baixo, por ser feita a escolha da uva à mão e por usarmos uvas de Porto Santo.”

Para usar a Denominação de Origem Protegida Vinho da Madeira, o vinho tem de envelhecer pelo menos três anos.

A primeira colheita foi comercializada em 2016 e foi um sucesso. Suzanne Pedro fala num sucesso de vendas:

“As vendas duplicaram de 2016 para 2017 com relevância nos Estados Unidos da América. De referir que, só este ano, temos o nosso primeiro vinho de 5 anos. Será feito um lançamento dia 8 março, dia da mulher.”

Entre os vários prémios recebidos nos últimos anos, os vinhos da Madeira Vintners foram distinguidos com alguns dos mais importantes galardões em Espanha, os Prémios Mezquita, na cidade andaluza de Córdoba.

Em 2017, foram premiados, com ouro, o Madeira Vintners Meio Doce 2012 e o Madeira Vintners Meio Seco 2012 e, com prata, o Madeira Vintner Doce 2012.


Anne Glemarec com António Oliveira e Silva, Ana Serapicos e Nuno Prudêncio Pereira