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Produtores de aço europeus apelam à unidade dos 28

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Produtores de aço europeus apelam à unidade dos 28

O excesso de capacidade é um problema.
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Perante o cenário de uma guerra comercial com os EUA, representantes da indústria europeia do aço apelaram à União Europeia no sentido no sentido de manter a unidade contra as tarifas que os Estados Unidos vão impor sobre a importação de aço e alumínio. Por enquanto, apenas o Canadá, a Austrália e o México estão isentos.

"Nada é pior para a Europa do que dar aos EUA a ideia de que os países europeus querem negociar individualmente para defender interesses pessoais ao invés do interesse europeu"

Bruno Le Maire Ministro das Finanças, França

O ministro francês das finanças, Bruno Le Maire, participou no encontro com representantes do setor na segunda-feira em Bruxelas sublinhando a necessidade da Europa se mostrar unida perante os EUA, um recado especialmente dirigido ao Reino Unido.

"Seja qual for a solução, esta terá que ser global. Nada é pior para a Europa do que dar aos EUA a ideia de que os países europeus querem negociar individualmente para defender os interesses pessoais ao invés do interesse europeu", adiantou Le Maire.

A Eurofer, associação que representa os produtores de aço defende que em vez de medidas retaliatórias, a Comissão Europeia devia tomar medidas para resolver o problema do excesso de capacidade no setor.

Axel Eggert, diretor-geral da Eurofer, afirma "o que esperamos da União Europeia é que aja rapidamente nas próximas semanas para implementar medidas de salvaguarda, de forma a salvar milhares de empregos na indústria do aço".

O risco é que as importações não absorvidas pelo mercado norte-americano se dirijam para a Europa que, em 2017, havia importado 40 milhões de toneladas. As novas tarifas impostas pelos EUA podem levar à entrada de mais 13 milhões de toneladas no mercado europeu provenientes de países não isentos de tarifas.

O efeito da resposta europeia nas relações económicas com Washington é imprevisível. A principal preocupação é que a escalada na situação possa levar a conflitos em outros setores produtivos.

João Ferreira