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Rafael Marques: "Lourenço quer ser padrinho anticorrupção"

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Rafael Marques: "Lourenço quer ser padrinho anticorrupção"

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Rafael Marques, crítico feroz das políticas que se foram cimentando ao longo de quase quatro décadas em Angola, foi convidado por João Lourenço para um encontro no Palácio Presidencial. O chefe de Estado ouviu as críticas do jornalista de investigação, responsável pelo Maka Angola e prometeu agir. Rafael Marques saiu do encontro "bastante satisfeito" com a "iniciativa de abertura" do presidente.

Rafael Marques, que através do Maka Angola tem denunciado casos de corrupção, textos que o levaram à barra dos tribunais, sublinha o papel do presidente na luta contra este problema crónico em Angola.

João Lourenço pode ser a antítese de José Eduardo dos Santos mas está rodeado pelos menos governantes de outro tempo, lamenta o jornalista. Isso é, para Rafael Marques, sintomático e viu-se no facto de ter sido impedido de se encontrar com o chefe de Estado no dia em que este recebeu outros ativistas dos Direitos Humanos por, alegadamente, o seu nome não constar da lista de convidados.

É preciso tempo para combater os "cancros" que minam a sociedade angolana, acredita o jornalista. Ainda assim as mudanças estão a acontecer.

Mas os problemas em Angola não se resumem à corrupção. A crise na fronteira com a República Democrática do Congo, onde milhares de migrantes do país vizinho se acumulam, fugidos da insegurança no país, precisa de atenção redobrada.

Resolvidas estas, e todas as outras questões, Rafael Marques espera, um dia, poder fechar o capítulo do Maka Angola e dedicar-se a outra das suas paixões, a Literatura. Se a situação no seu país evoluir positivamente.