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Fugir a um destino quase certo

Fugir a um destino quase certo
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Numa pequena cooperativa têxtil, situada nas montanhas do norte do Vietname, trabalham mais de 130 mulheres, de várias idades. Mulheres que, de alguma forma, foram vítimas de traficantes de seres humanos, ou são mães solteiras e foram marginalizadas pelas suas comunidades. Umas escaparam a casamentos forçados na vizinha China. Outras fugiram à prostituição, entre as mais jovens há quem tenha perdido a mãe para essas uniões forçadas.

Thao Thi Van tinha dois anos quando a sua mãe foi um dia ao mercado e não voltou. Pensa-se que foi levada por traficantes. Hoje, com 13 anos, continua a querer saber quem a vendeu.

Aqui tentam reescrever-se histórias com final feliz. Para Mua Thi Dinh trabalhar nesta pequena fábrica evita que ande "nas colinas, ao sol e à chuva", diz que se sente melhor aqui.

As histórias de sofrimento destas mulheres desencadearam o processo que levou à criação desta estrutura, chamemos-lhe, familiar. Vang Thi Mai abriu-lhes as suas portas, deu-lhes emprego, uma profissão, um salário para si e para as suas famílias. Acrescenta que a sociedade pode não gostar delas, mas que neste local "sentem-se confiantes".

Além da dimensão social desta fábrica, a sua criadora tem também o objetivo de preservar a riqueza da cultura Hmong, passada das mais velhas às mais jovens, numa altura em que os têxteis chineses, em poliéster, invadem os mercados da região.

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