A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

"Breves de Bruxelas": "lista de espera" no PE, Alemanha, Albânia e Hungria

"Breves de Bruxelas": "lista de espera" no PE, Alemanha, Albânia e Hungria
Direitos de autor
© European Union 2019 - Source : EP - Ph. Buissin
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

O espanhol Adrian Vázquez Lazara está pronto para ocupar um lugar no Parlamento Europeu, mas poderá ter de esperar muitos meses. É que, afinal, o Reino Unido não saiu da União Europeia antes das eleições, o que não lhe caiu nada bem.

"Claro que é uma questão pessoal e que recebi mal a notícia, como poderá compreender. Mas no dia seguinte, a primeira coisa que fiz foi levantar-me e ir trabalhar", disse à euronews.

O assessor parlamentar está desejoso de assumir um cargo político no parlamento que bem conhece, mas terá de esperar, com outros 26 eleitos, que se concretize o Brexit, cuja data limite atual é 31 de outubro.

  • O Reino Unido tem direito a 73 assentos
  • 27 destes serão redistribuídos pós o Brexit e os restantes ficam para futuros Estados-membros
  • O Parlamento Europeu passará de 751 para 705 assentos
  • 14 Estados-membros receberão novos lugares
  • França e a Espanha recebem cinco cada um
  • Itália e Holanda ficam com mais três cada um
  • A Irlanda receberá dois assentos
  • Outros nove Estados-membros recebem um assento cada um (Polónia, Roménia, Suécia, Áustria, Dinamarca, Eslováquia, Finlândia, Croácia, Estónia)

Contra o Brexit acima de tudo

Como não tomam posse 2 de julho, estes eleitos só receberão salário quando começarem, efetivamente, a trabalhar.

Já os 73 eurodeputados britânicos terão plenos poderes e deverão, mesmo, votar a escolha do novo presidente da Comissão Europeia.

Um irlandês em lista de espera, Barry Andrews, mostra-se paciente: "É uma situação muito incomum, mas acho muito importante dizer duas coisas. Antes de mais, todos os candidatos nas eleições que decorreram a 24 de maio, na Irlanda, sabiam qual era a consequência de não estar imediatamente em lugar ilegível nas listas. A segunda coisa é que praticamente não se encontra ninguém na Irlanda que considere que o Brexit é uma boa ideia, com exceção de alguns nos extremos do espectro político".

Ironicamente, o partido britânico com mais eurodeputados eleitos defende o Brexit, enquanto a maioria dos que estão na lista de espera preferiam que o Reino Unido permanecesse na União.

Adrian Vázquez Lazaran nem se importaria de perder o lugar por causa disso: "Do ponto de vista pessoal é claro que quero ser eurodeputado, mas também penso no que é melhor para a União Europeia e para o Reino Unido. Isso é muito mais importante do que a minha situação pessoal e colocaria sempre o bem da União em primeiro lugar. Senão, não vale a pena estar na política".

O acordo de saída do Reino Unido ainda não tem data para ser formalizado no Parlamento nacional, há o espetro de eleições antecipadas e de um novo referendo, pelo que não há, verdadeiramente, uma data para estes eleitos saírem da lista de espera.

Este é o tema de abertura do programa "Breves de Bruxelas", que passa em revista a atualidade europeia diária. Em destaque estão, também, as seguintes notícias:

  • A Holanda pede à Comissão Europeia que suspenda a isenção de vistos de viagem para a Albânia, alegando que grupos de crime organizado estão a abusar do sistema para se movimentarem livremente na União. A isenção de vistos vigorar há mais de uma década e a revogação da medida necessita da aprovação dos Estados-membros.
  • A Alemanha mantém um sistema de financiamento de partidos políticos pouco transparente, disse a comissão anticorrupção do Conselho da Europa. Esta organização internacional de defesa do Estado de direito critica a Alemanha por ter implementado apenas metade das duas dezenas de recomendações da comissão.
  • O partido Fidesz, do primeiro-ministro nacionalista da Hungria, Viktor Orbán, pretende permanecer como membro do Partido Popular Europeu, de centro-direita. O comentário do chefe de gabinete de Orban ao jornal alemão Die Welt foi feito na véspera da reunião desta família política que suspendeu o Fidesz, por elagada violação de princípios de um partido pró-europeu.