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Primeiro voo direto transatlântico foi há 100 anos

Óculo mostrando uma fotografia do local de aterragem do primeiro voo transatlântico
Óculo mostrando uma fotografia do local de aterragem do primeiro voo transatlântico -
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REUTERS/Clodagh Kilcoyne - Cantone, Sergio
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Está cumprido um século desde a primeira viagem direta transatlântica de avião.

Concretizou-se a 15 de junho de 1919 quando dois pilotos britânicos, John Alcock e Arthur Whitten-Brown, aterraram de forma desastrosa na Irlanda.

Tinham partido no dia anterior do Canadá com um pequeno carregamento de correio. Demoraram 15horas e 57 minutos a sobrevoar o oceano desde a Terra Nova até em Clifden

O feito valeu à dupla um prémio de 10 mil libras, o equivalente atualmente a cerca de 450 mil libras (cerca de 506 mil euros), proposto em 1913 pelo jornal britânico Daily Mail a quem concretizasse a primeira travessia atlântica de avião em menos de 72 horas.

A Primeira Guerra Mundial colocou o prémio no "congelador", mas o desafio viria a ser retomado após o Armistício e vários foram os que tentaram.

A primeira viagem transatlântica de avião, ligando o continente americano ao europeu, aconteceu em maio de 1919 e passou por Portugal, com uma primeira escala nos Açores e outra já no continente, entre as seis realizadas, mas falhou o prémio por ter demorado 23 dias e ter recorrido a mais do que um avião.

John Alcock e Arthur Whitten-Brown, em colaboração com a Vickers, adaptaram um bombardeiro utilizado na guerra, trocaram os suportes das bombas por tanques de combustível e, com dois motores da Rolls Royce, fizeram-se à pista na Terra Nova, no leste do Canadá, às 13h45 de 14 de junho de 1919.

Quase 16 horas e 3040 quilómetros depois aterravam de nariz em Clifden, na Irlanda, não muito longe do local previsto de poiso.

Alcock e Whitten-Brown cumpriram ainda assim a missão ao entregarem um pequeno carregamento de correio que transportaram, o que lhes permitiu não só associarem o nome à primeira viagem aérea direta transatlântica da história como também ao primeiro voo-correio sobre o Atlântico.

"Na altura, muitas pessoas ainda não tinham visto uma máquina voadora. Era tudo novo, mas esta viagem provou que esta era uma invenção segura e que vinha para ficar", conta-nos Peter Collins, curador do museu da Rolls Royce, onde está guardado o motor do avião desta primeira viagem transatlântica da história.

A entrega do prémio não minimizou a audácia dos pilotos. Para a história ficou também em 1922 a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, pelos aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, recorrendo a três escalas e três diferentes bimotores Fairey III para percorrerem 8.383 quilómetros entre Lisboa e o Rio de Janeiro, no Brasil.

Em 1927, foram os também portugueses Sarmento de Beires e, Jorge Castilho e Manuel Gouveia a concretizarem a primeira viagem aérea noturna sobre o Atlântico, ligando o arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, a Fernando de Noronha, no Brasil, a bordo do hidroavião Argos.

A 11 de outubro de 1928, deu-se início às primeiras travessias aéreas transatlânticas comerciais, para as quais foram utilizados aparelhos alemães Graf Zeppelin, um género de balões de hidrogénio com motor, cujo projeto viria a ser cancelado após um trágico acidente em 1937.