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"Breves de Bruxelas": Liberais húngaros reclamam discurso europeísta

Katalin Cseh
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Katalin Cseh foi um dos sete membros da Equipa Europa que fez campanha pelo grupo liberal do Parlamento Europeu. A eurodeputada quer ser alternativa ao discurso populista do partido Fidesz, no poder na Hungria.

"Eles têm medo de nós, têm medo do meu partido, têm medo da geração jovem na política. O governo têm medo de pessoas que têm uma visão diferente, que não podem ser corrompidas, que não podem compradas com dinheiro", disse Katalin Cseh à euronews.

A médica e economista da saúde, de 31 anos, é um das fundadoras do Momentum, um movimento liberal nascido para se opor à intenção do governo de acolher os Jogos Olímpicos, despesa que consideravam supérflua para o país.

Katalin Cseh vai sentar-se na bancada do grupo Renovar a Europa, terceira maior força no Parlamento Europeu, sendo uma das vice-presidentes.

É daí que continuará a fazer oposição ao primeiro-ministro, Viktor Orban, que é acusado de violar princípios do Estado de direito e de estar em confronto aberto com as instituições comunitárias.

"É preciso trabalhar mais, ser mais determinada e forte, há que defender uma nova visão quando se é uma mulher jovem e progressista na Hungria", afirmou.

O Momentum elegeu ainda outra eurodeputada. Apesar de em minoria, estão as duas determinadas a marcar terreno na delegação de 21 húngaros, que conta com 13 eurodeputados do Fidesz (centro-direita), cinco socialistas e um independente.

Este é o tema de abertura do programa "Breves de Bruxelas", que passa em revista a atualidade europeia diária. Em destaque estão, também, as seguintes notícias:

  • O governo da Irlanda está cada vez mais preocupado com o risco de um Brexit sem acordo com a União Europeia. De passagem por Bruxelas para a reunião do Conselho de Finanças, terça-feira, o ministro Paschal Donohoe, disse esperar elevado nível de apoio dos novos líderes das instituições europeias que estão em fase de confirmação.
  • A inovação no setor da alimentação foi o tema de uma conferência do Comité Económico e Social Europeu, em Bruxelas. A fraude alimentar e a sustentabilidade da produção de alimentos estiveram em foco.
  • O governo russo vai fazer uma auto-estrada com portagens ao longo de dois mil quilómetros. A infra-estrutura custará mais de dez mil milhões de euros e será feita com investimento privado, podendo demorar mais de uma década a ficar pronta.