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Ursula von der Leyen à conquista de votos em Bruxelas

Ursula von der Leyen à conquista de votos em Bruxelas
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A mulher do momento é Ursula von der Leyen, candidata à Comissão Europeia que esteve, esta semana, em operação de charme com os grupos políticos do Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Não respondeu diretamente à pergunta do correspondente da euronews sobre se defende a criação dos "Estados Unidos da Europa", mas sabe que precisa dos votos de pelo menos 376 dos 751 eurodeputados para ser eleita.

Os socialistas ainda não estão convencidos, disse o britânico Claude Moraes: "O problema está nas questão-chave do Estado de direito, que era a pasta de Frans Timmermans, o nosso cabeça-de-lista. Ele foi afastado por defender o Estado de direito na Hungria e na Polónia. Questionada sobre esse tema, a candidata não deu respostas muito profundas".

O grupo Renovar a Europa quer maior compromisso com políticas contra as alterações climáticas e gestão equilibrada da migração.

Mas o líder da bancada liberal diz que precisam de mais tempo para decidir sobre o mérito da atual ministra da Defesa da Alemanha.

"O nosso voto não deve ser dado como garantido, quero ser muito claro sobre isso. Obtivemos mensagens muito positivas hoje, relacionadas varios tópicos, mas para a próxima semana, no Parlamento, precisamos de compromissos muito claros", afirmou o romeno Dacian Ciolos, líder da bancada.

"O que tiveram os cidadãos a ver com esta escolha?"

Para ganhar a maioria absoluta, a candidata precisa de convencer tambem a bancada dos verdes, com 74 assentos, mas estão muito céticos.

"O que tiveram os cidadãos a ver com esta escolha? Ninguém sabia quem ela era, porque estava fora das instituições europeias e do processo eleitoral. Isso prejudica o nosso compromisso com a democracia. Para os verdes ter uma maioria forte pró-europeia significa estar próximo dos cidadãos", afirmou a britânica Molly Scott Cato.

Alguns grupos políticos nem sequer tiveram direito a reunião, como foi o caso da esquerda radical, pelo que talvez a candidata dispense os votos desses 41 eurodeputados.

"Penso que isso significa uma total rejeição dos temas mais importantes que enfretamos atualmente e que estão no centro das políticas da esquerda europeia: migração, alterações climáticas, estar próximo das pessoas", referiu a portuguesa Marisa Matias.

No final ainda houve tempo para conversar com o recém-eleito presidente do Parlamento Europeu - o italiano David Sassoli -, e apresentar um pouco da sua visão para o futuro, numa conferência de imprensa.

"O que a Europa pode fornecer é respostas, empregos, perspetivas, estabilidade e segurança. O que importa nos próximos cinco anos é ter uma Europa forte e unida, que assume seu papel no mundo", afirmou Ursula von der Leyen.

A ex- médica, mãe de sete fillhos, quer abraçar um desafio que a lança para o palco internacional mas, de certa forma, regressando a casa, já que nasceu em Bruxelas, há 60 anos.