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Eurogrupo falha acordo para resposta à crise económica do coronavírus

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Eurogrupo falha acordo para resposta à crise económica do coronavírus
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Ainda não foi desta que o Eurogrupo chegou a consenso. Os 19 ministros das Finanças da Zona Euro estavam reunidos desde terça-feira para criar um plano de resposta à crise económica gerada pelo coronavírus. Mas, sem chegada a acordo, Mário Centeno decidiu suspender a reunião e retomar as negociações quinta-feira.

Centeno procurava estabelecer um pacote de medidas "amplo e ambicioso" para fazer face às dificuldades. Nas palavras do presidente do Eurogrupo, do encontro teria de sair uma resposta coordenada e um plano "para ajudar a proteger os mais afetados e assegurar que o mercado único sai ileso desta crise".

Agora, o governante português reconhece que, após 16 horas de debate, os ministros das Finanças do Eurogrupo estão mais perto de um acordo, mas ainda não chegaram lá.

A contribuir para o impasse estão os agora tão falados "coronabonds", isto é, a mutualização da dívida como ferramenta para a recuperação económica da zona Euro. A medida tem sido ferozmente defendida por Itália, com o ministro Roberto Gualtieri a exigir a sua transposição para o texto final do acordo, mas não teve o aval da Holanda.

Durante o encontro, o ministro holandês das Finanças, Wopke Hoekstra, rejeitou também a possibilidade de empréstimos do Mecanismo Europeu de Estabilidade, para facilitar o financiamento aos países da Zona Euro, sem que sejam impostas condições, tal como fora solicitado por Roma.

Em cima da mesa está um pacote de medidas de apoio a trabalhadores, empresas e países, avaliado, no total, em quase 500 mil milhões de euros.