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Pandemia evidencia "discriminação" nas fronteiras europeias

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Controlo fronteiriço no espaço Schengen
Controlo fronteiriço no espaço Schengen   -   Direitos de autor  Anja Niedringhaus/AP
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A pandemia levou muitos governos a reporem os controlos fronteiriços terrestres, levando a disrupções no espaço Schengen, como é designado o conjunto de 26 países europeus onde há livre circulação de pessoas, sendo que a maioria pertencem à União Europeia.

A vida ficou mais difícil para muitos cidadãos habituados a circularem rapidamente entre países, mas a Comissão Europeia insiste que a situação deve começar a reverter-se de forma concertada.

"No que se refere a reabrir o setor do turismo, que implica mais viagens e utilizar as infra-estruturas de hospitalidade, fomos muito claros nas nossas recomendações. Não deve haver discriminação entre países e todas as medidas a aplicar devem ter como base essas diretrizes e não podem ser discriminatórias", explicou Margaritis Schinas, vice-presidente da Comissão Europeia, em entrevista à euronews.

Dragoș Tudorache, eurodeputado romeno liberal, argumenta que existe discriminação porque há pelo menos três Estados-membros da União Europeia que há muito desejam ser admitidos no espaço Schengen.

Irlanda optou por estar fora, mas esse não é o caso da Bulgária, Croácia, Roménia e Chipre.

"O que vem sucedendo nos últimos dois meses para todos os cidadãos da União Europeia, já há muito que era vivido pelos cidadãos da Roménia, Bulgária, Croácia e outros Estados-membros que não fazem parte do espaço Schengen, já lá vão mais de 12 anos. Para esses cidadãos nada vai mudar. Os cidadãos da União Europeia que ainda estão fora do acordo de Schengen deviam receber agora um sinal político de que merecem ser tratados como qualquer outro cidadão comunitário", disse Dragoș Tudorache, em entrevista à euronews.

A Comissão e o Parlamento europeus consideram que Bulgária, Croácia e Roménia cumprem os critérios técnicos de segurança, mas alguns Estados-membros consideram que há riscos e bloqueiam a decisão.