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Moria sem solução à vista

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Moria sem solução à vista
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O campo de acolhimentos de Moria, na ilha grega de Lesbos, nunca passou de uma medida provisória para os perto de treze mil migrantes que aí viviam. O incêndio de 8 de setembro apenas veio reforçar a urgência de uma solução para o problema e para as autoridades locais, a resposta é simples.

De acordo com Konstantinos Moutzouris, governador do Egeu do Norte, ""as ilhas gregas não podem ser o pára-choques da Europa. Os migrantes não podem ficar aqui, a Europa devia partilhar o fardo. Estas pessoas deviam poder circular livremente, é isso que querem. Estas pessoas querem rumar ao continente e daí, seguir para o resto da Europa. Não queremos que estas ilhas se transformem num "armazém de almas"".

Uma visão partilhada por quem trabalha no terreno, que aponta o dedo à falta de uma política de integração comum e à falta de solidariedade entre os países europeus.

Stephen Oberreit, é chefe de missão dos Médicos sem Fronteiras na Grécia, considera que "Moria foi o resultado de cinco anos de negligência, das políticas de confinamento, de não tratar quem chegava à Europa a pedir asilo como seres humanos. É preciso mudar a legislação. Quem chega à Grécia devia poder mudar-se para outros sítios na Europa. É precisa solidariedade entre os membros da União Europeia."

Obrigados a lidar com o problema diariamente, os habitantes locais lamentam que as boas intenções frequentemente não passem de palavras. Para o Presidente do Conselho Municipal de Moria, Ioannis Mastrogiannis, "a solidariedade não se mostra só com dinheiro" e é mais evidente se for "mostrada através de ações".

Para os migrantes que já chegaram às ilhas gregas, nem por isso a vida é mais fácil. Depois de enfrentarem todos os perigos inerentes à travessia, continuam sem condições de vida dignas. Apesar dos sonhos e das promessas por cumprir, os migrantes continuam sem ter o próprio destino nas mãos. A salvação está nos corredores de Bruxelas.