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Manifestante em Beirute

Beirute vive dias de tumulto, com protestos nas ruas e manifestantes a bloquear estradas com pneus em chamas, contra a crescente crise económica que lançou mais de metade da população do país na pobreza.

Novos protestos eclodiram esta terça-feira, após a libra libanesa ter atingido um mínimo histórico em relação ao dólar.

A vertiginosa depreciação surgiu depois de o Banco Central ter estabelecido uma série de exigências aos credores do Líbano, entre as quais um aumento do capital em 20%, até domingo, ameaçando "tomar as medidas adequadas" caso estes requisitos não fossem cumpridos.

De acordo com o jornal libanês Al-Akhbar desta terça-feira, a queda da moeda deveu-se em parte à retirada de dólares do mercado, por parte de bancos comerciais, para satisfazer as exigências de capital do Banco Central.

As quebras no valor da libra levaram ao aumento dos preços dos alimentos, num país onde mais de metade da população vive agora abaixo do limiar da pobreza.

O Líbano tem estado sem um governo em pleno funcionamento desde que o primeiro-ministro cessante Hassan Diab se demitiu, na sequência de uma explosão devastadora no porto de Beirute, no ano passado.

Além dos protestos na capital, houve também manifestações na cidade de Tripoli, no norte, Saida, no sul, e na região oriental de Bekaa.