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Imagem do cone principal do vulcão registada a 17 de outubro

Cumpre-se esta terça-feira, 19 de outubro, um mês sobre a erupção do vulcão na reserva natural de Cumbre Vieja, na ilha de La Palma, nas Canárias. A lava continua a brotar, formando um "tsunami" fluido no início e prosseguindo num dos fluxos a caminho do mar.

O vulcão já gerou um delta lávico, conhecido nos arquipélagos da Macaronésia como fajã, e um outro está no horizonte do rio de magma agora a escorrer lentamente a sul da monta de La Laguna, a cerca de dois metros por hora e a uma distância do mar a rondar os 160 metros.

Esta segunda fajã, a surgir, irá formar-se algumas dezenas ou centenas de metros a norte da primeira, que acrescentou mais de 32 hectares à ilha de Palma, num tipo de território que noutras das 16 erupções históricas de La Palma gerou alguns terrenos férteis para cultivo.

De acordo com o último balanço do Departamento de Segurança de Espanha (DSN), a superfície da ilha afetada pela lava já chegou aos 763 hectares, destruindo pelo menos 1.956 edifícios.

Os aeroportos das Canárias estão a sofrer algumas perturbações devido à coluna de cinzas do vulcão com mais de quatro mil metros de altura, que se tem espalhado pela região.

O DSN informou que as aulas presenciais em Tazacorte estão suspensas perante a perspetiva de que a lava atinja o mar. A decisão acontece depois do regresso à escola, após um mês, de mais de 4.500 alunos e quase 600 professores do Valle de Aridane.

O Instituto Geográfico de Espanha (IGN) registou um abrandamento da atividade sísmica em La Palma, em relação aos últimos dias, mas a lava continua a ser expelida e o alerta na ilha mantém-se, com as permissões aos residentes de regresso às casas para retirarem bens ou colher frutos a estarem dependentes da evolução do fenómeno.