euronews_icons_loading
Deserto do Atacama é cemitério de roupas usadas

Uma montanha de roupas que já ninguém quer, incluindo camisolas de Natal e botas de esqui, cortam estranhamente o horizonte no Atacama, o deserto mais seco do mundo, que sofre cada vez mais com a poluição criada pela moda rápida.

O Chile tem sido, desde há muito, um centro de vestuário de segunda mão e não vendido, fabricado na China ou Bangladesh e que passa pela Europa, Ásia ou Estados Unidos.

Cerca de 59.000 toneladas de vestuário chegam todos os anos ao porto de Iquique, na zona franca do Alto Hospicio, no norte do Chile.

Os comerciantes de vestuário da capital, Santiago, compram algumas, enquanto muito é contrabandeado para outros países da América Latina. Mas pelo menos 39.000 toneladas que não podem ser vendidas acabam em lixeiras no deserto.

Agora, há quem comece a tomar consciência desta realidade. Rosario Hevia abriu uma loja para reciclar roupa infantil antes de fundar em 2019 a Ecocitex, uma empresa que cria fio a partir de peças de têxteis e vestuário descartados em mau estado. O processo não utiliza água nem químicos.