Tsipras divide eurodeputados no Parlamento Europeu

Tsipras divide eurodeputados no Parlamento Europeu
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Recebido pelo presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, em Estrasburgo o primeiro-ministro grego não escapou à chuva de críticas de alguns

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Recebido pelo presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, em Estrasburgo o primeiro-ministro grego não escapou à chuva de críticas de alguns eurodeputados.

Antes do início do debate sobre a Grécia Alexis Tsipras foi presenteado com abraços e apertos de mão, mas à medida que os trabalhos avançaram o clima tornou-se gradualmente tenso.

“Estou revoltado porque se fala de reformas, mas nunca vemos propostas concretas de reformas. Vamos propor o fim dos privilégios na Grécia, os privilégios dos proprietários de embarcações, os privilégios dos militares, da igreja ortodoxa”, sublinhou, em tom de crítica, o líder do grupo dos Liberais europeus, Guy Verhofstadt.

No final da última cimeira dos líderes da zona euro, o presidente da Comissão Europeia disse que a União Europeia “tem um cenário de Grexit preparado e em detalhe.” Esta quarta-feira, no Parlamento Europeu, Jean-Claude Juncker optou pela parcimónia das palavras: “Dou razão a todos aqueles que disseram que era preciso voltar à mesa das negociações. É o nosso lugar. Foi um erro abandonar a mesa das negociações.”

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, adotou uma postura conciliadora: “Se querem ajudar um amigo com problemas não o humilhem. Neste momento precisamos de unidade.”

Gianni Pittella, o líder dos socialistas e democratas, saiu em defesa da posição do governo de Atenas: “O mais urgente agora é um empréstimo-ponte que permita à Grécia evitar a bancarrota.”

Já a eurodeputada Marine Le Pen, do partido de extrema-direita Frente Nacional, tem outra visão: “É preciso organizar a renegociação da Grécia, talvez com uma moratória, para permitir ao país sair da União monetária e reencontrar a via do crescimento.”

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