"Controlar a inflação é o mais importante para a Europa", alerta FMI

Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional
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De  Verónica Romano
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Diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) recomenda que a União Europeia (UE) aposte em inovação e dinamismo a médio/longo prazo

O FMI alerta a UE para a prioridade do controlo da inflação. 

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A instituição financeira reconhece a resiliência notável da economia da Zona Euro, que, devido à invasão russa da Ucrânia, sofreu o maior choque em termos de comércio das últimas décadas. 

Mesmo assim, Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI, diz que a inflação, "embora em declínio gradual", continua elevada.

"Neste momento, a coisa mais importante para a Europa é controlar a inflação", alertou Georgieva, em entrevista à Euronews.

A inflação é má para o crescimento e é um imposto sobre os pobres.
Kristalina Georgieva
Diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI)

"Quando olhamos para o médio/longo prazo, é fundamental para a Europa estimular mais inovação e criar mais dinamismo", acrescenta a diretora-geral. 

"Há maneiras de o fazer: concluir a união bancária, avançar com a união dos mercados de capitais, melhorar os ativos financeiros europeus, que são bastante significativos."

Kristalina Georgieva admite temer o impacto negativo que um período prolongado de inflação elevada poderia ter na economia da UE, "um ator muito importante a nível mundial".

"A forma como a Europa faz pressão para o cumprimento das regras da OMC [Organização Mundial do Comércio], coordenação e cooperação para reduzir os custos da fragmentação, é importante. Se comprometermos o motor do crescimento, que é o comércio, isso afetaria negativamente os cidadãos europeus", acredita a diretora-geral do FMI.

A taxa de crescimento dos preços na UE ultrapassou os 10% no ano passado, mas já baixou para os 6,1%, valor registado em maio deste ano.

O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação atinja uma média de 5,4% este ano e que até 2025, desça para 2,2% - superior aos 2% recomendados pela instituição europeia.

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