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Comida por assinatura, todos os dias

De  Natalie Lindo
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Comida por assinatura, todos os dias
Direitos de autor  euronews   -   Credit: Dubai
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No início do novo ano, muitos de nós procuramos fazer escolhas mais saudáveis, desde ser mais ativos a ter mais atenção ao que comemos. O Dubai é famoso pelos muitos restaurantes internacionais e de origem caseira, mas recentemente tem havido um apetite crescente para ter comida que possamos consumir em casa.

"Os preços são bastante diferentes e alguns podem ser bastante caros. A segunda razão pela qual mudámos tanto é que ao fim de vários meses, por vezes pode tornar-se aborrecido. Eles têm planos diversos, mas depois de seis meses com a mesma rotação do pequeno-almoço, de vez em quando é bom experimentar algo diferente", conta Jessica Davis, cliente de um desses serviços.

O mercado de alimentos e bebidas nos Emirados Árabes Unidos vale mais de 10,8 mil milhões de euros. Inclui restaurantes, hotéis e serviços de entrega. 60% dos utilizadores de smartphones no Dubai têm uma aplicação relacionada com a alimentação e metade utiliza-as com regularidade.

Com o aumento da popularidade, os consumidores têm agora acesso a uma vasta escolha de planos de refeições prontas, frescas, entregues à porta de casa. Diariamente. Tudo com os macronutrientes medidos. O serviço de assinatura de alimentos Vegan Root'D foi lançado em novembro e já conta com mais de 100 utilizadores.

"Temos visto um aumento do número de consumidores a aderir às plantas, pelo menos durante algumas semanas, para uma espécie de desintoxicação de produtos de base animal. Penso que a razão para isso é que estão a ter muita informação sobre os benefícios para a saúde do corte de certos ingredientes e querem, por isso, experimentar refeições vegetarianas", conta Roy Koyess, fundador desta empresa.

Maria Abi Hanna, nutricionista, refere: "Toda esta abordagem holística que as pessoas estão a adotar, que é a abordagem do bem-estar, não tem só a ver com calorias, é toda a combinação de nutrientes, vitaminas e minerais. Tem também a ver com a forma de comer, quer se deva seguir um plano baseado em plantas ou um plano de baixo teor de carbono. Há muita ciência por detrás disso. E as pessoas começam a aperceber-se da importância, com certeza".

Kits para todos os gostos

Outro estilo de subscrição que tem crescido em popularidade são os kits de entrega de refeições em que é o próprio cliente que cozinha.

Olivia Mannerm fundadora da Hello Chefm explica o conceito: "As pessoas tendem a ter talvez cinco, seis receitas no repertório, que cozinham desde a infância ou desde que têm casa. E depois, a dada altura, torna-se um pouco repetitivo. Assim, a grande alegria de descobrir as receitas que oferecemos é o facto de estarmos a descobrir algo novo todas as semanas, mas também temos os nossos clássicos familiares".

Em média, os planos de refeições custam entre 450 a 900 euros por mês por pessoa com 20 dias de pequeno-almoço, almoço, jantar e snacks, os kits de refeições estão na ordem dos 250 a 350 euros para 20 jantares. A conta da mercearia mensal média, para uma pessoa no Dubai, custa entre 200 e 300 euros.

"Não tinha ideia de como cozinhar. Sei fazer carne e legumes numa panela desde que cresci, mas isto é completamente diferente. Mas é muito fácil. No primeiro dia em que fiz, fiquei um pouco a ler a coisa, voltar atrás, esquecer, voltar atrás, ler novamente. Da segunda vez, foi como se fosse um profissional. Se tivesse de ir comprar tudo aquilo, ira errar. Se a loja não tivesse algum ingrediente específico, provavelmente não iria à procura noutro sítio, e o sabor não seria o mesmo", diz Keith, cliente deste serviço.

Durante a pandemia do coronavírus, muitos restaurantes iam alternando kits de refeições novos e clássicos, com uma grande procura, uma vez que ofereciam um acesso consistente aos alimentos e métodos de entrega que reduziram o contacto ao mínimo.

Embora a rentabilidade a longo prazo deixe alguns especialistas céticos, é iinegável que existe um apetite saudável por planos de refeições. O estilo de vida do Dubai, as exigências dietéticas e a conveniência dão os fatores impulsionadores.