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Consultas psiquiátricas no museu? Sim, é possível

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De  Ricardo Figueira
Patrícia António no MAAT
Patrícia António no MAAT   -   Direitos de autor  ANTONIO PEDRO SANTOS/LUSA   -  

Ter uma consulta psiquiátrica ou psicológica em pleno museu, ou nos espaços abertos à volta - Esse é o princípio da iniciativa "Consultas sem Paredes", uma ideia do projeto "Manicómio" e do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa. 

Patrícia António é um dos psicólogos que participam no projeto: "É todo um trabalho necessário. Uma cultura que devemos desenvolver nas famílias, nas escolas, nos museus, nas instituições. Poder pensar que nós, os humanos, também precisamos dos cuidados da mente e da alma. Não só da parte física e de um corpo que, muitas vezes, adoece porque a alma está em grande dificuldade", conta.

O corpo, muitas vezes, adoece porque a alma está em grande dificuldade.
Patrícia António
Psicóloga

O projeto "Manicómio", fundado por Sandro Resende e José Azevedo, além das terapias através da arte, dá também consultas de psiquiatria e psicologia. O MAAT aderiu, de imediato, à ideia destas consultas no museu.

"A ideia é de que não há paredes. Ou seja, poderíamos estar aqui ou talvez não, porque há o barulho das televisões, as pessoas passam e os doentes podem não se sentir à vontade. Mas se um doente se sentir à vontade de fazer a sua conversa numa mesa do café ou no jardim, poderá faze-lo. Há muitos sítios aqui. Há uns que têm barulho, outros que não têm barulho, há sítios que têm pessoas a passar, outros não", explica João Pinharanda, diretor do MAAT.

Esta segunda-feira, 10 de outubro, assinala-se o Dia Mundial da Saúde Mental. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma em cada oito pessoas, em todo o mundo, vive com algum tipo de problema neste campo.

Editor de vídeo • Francisco Marques