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Apple apresenta nova Siri e detalha aposta em IA na última WWDC de Tim Cook

CEO Tim Cook acena durante a conferência anual World Wide Developers Conference na sede da Apple em Cupertino, Califórnia, segunda-feira, 8 de junho de 2026.
Tim Cook, CEO da Apple, acena durante a Worldwide Developers Conference anual, na sede da empresa em Cupertino, Califórnia, segunda-feira, 8 de junho de 2026. Direitos de autor  AP Photo/Noah Berger
Direitos de autor AP Photo/Noah Berger
De Pascale Davies com AP
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A apresentação pela Apple da inteligência artificial do Siri surge após críticas de que a empresa ficou para trás na corrida pela IA

A apresentação principal da Apple na sua conferência anual World Wide Developers Conference (WWDC) revelou novos e há muito aguardados avanços em inteligência artificial, incluindo melhorias no assistente Siri.

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Foi também a última dirigida pelo CEO Tim Cook antes de entregar o cargo a John Ternus em setembro.

Cook recebeu uma longa ovação de pé e disse ao público estar «profundamente grato por ter feito esta viagem convosco», acrescentando que «a energia em torno das plataformas Apple nunca foi tão forte».

Eis os principais pontos do evento.

Nova Siri com inteligência artificial

A nova Siri, que a Apple denomina Siri AI, vai estar disponível nos dispositivos Apple, analisando o que está no ecrã do utilizador e integrando informação dos seus aparelhos para responder melhor às perguntas.

A Apple sublinhou o foco na privacidade e na utilização no dia a dia, numa altura em que o fabricante do iPhone tenta recuperar terreno face aos rivais na área da IA.

O serviço vai estar disponível numa aplicação autónoma e integrado em todo o software da empresa, e a Apple planeia lançar o Siri AI em versão beta ainda este ano.

A Apple afirmou que a Siri é agora uma «assistente muito mais capaz», que ajuda os utilizadores a encontrar o que precisam e a concluir tarefas em vários dispositivos Apple.

Por exemplo, pode criar um menu e reunir receitas na internet ou nas suas próprias mensagens de texto para uma festa para ver o Mundial de futebol e convidar amigos a partir de um chat de grupo.

O modo Siri na câmara, por sua vez, consegue dizer-lhe o que está a ver e fornecer informação relevante, como os dados nutricionais de um prato de comida.

A inteligência visual da Siri também funciona com as imagens no ecrã. Pode, por exemplo, indicar se a mochila que está a pensar comprar serve como bagagem de mão num voo ou se um par de volumosas botas de montanha cabe lá dentro.

Apple centra-se numa IA mais útil

O responsável pelo software da Apple, Craig Federighi, deixou algumas críticas a empresas de IA - sem as nomear - que, disse, parecem «perseguir a IA pela IA» sem ter claramente em conta as pessoas a quem se destina.

Na Apple, afirmou, «acreditamos que uma IA verdadeiramente útil deve girar em torno de si e das suas necessidades», o que implica integrar a IA nos produtos usados todos os dias, dando prioridade à privacidade.

A Apple está a trabalhar com a Google nos modelos que irão suportar a nova Siri e outras funcionalidades.

A Apple anunciou também melhorias nas suas populares ferramentas de edição fotográfica com IA, incluindo um enquadramento espacial que permite ajustar a forma como uma fotografia fica enquadrada depois de tirada, como se tivesse deslocado a câmara para uma posição melhor no momento do disparo.

O anúncio da Apple surge depois de a Google e a OpenAI terem lançado ferramentas que permitem aos utilizadores integrar fotografias e outros conteúdos nos pedidos feitos à IA.

Uma aplicação autónoma do Siri AI será lançada ainda este ano, mas a Apple afirmou que, numa fase inicial, não estará disponível na Europa e não chegará à China enquanto a empresa resolve questões regulamentares.

Última WWDC de Tim Cook

Cook anunciou a reforma em abril, pondo fim a 15 anos à frente da empresa, período em que o valor de mercado da Apple disparou mais de 4 biliões de dólares (3,47 biliões de euros) numa era de prosperidade impulsionada pelo iPhone.

Ternus está na Apple há um quarto de século, incluindo os últimos cinco anos à frente da engenharia do iPhone, iPad e Mac, função que o tornou o principal candidato a suceder a Cook.

Ternus não subiu ao palco principal durante o evento de segunda-feira.

A transição para um novo CEO surge num momento crucial para a Apple. A inteligência artificial tornou-se a força mais disruptiva na indústria tecnológica desde que Steve Jobs apresentou o primeiro iPhone, em 2007, e a Apple, a empresa que criou, tem demorado a acompanhar o ritmo.

A empresa tropeçou nas tentativas de lançar funcionalidades de IA prometidas há quase dois anos e ainda não recuperou totalmente o terreno perdido. Cook descreveu o tempo passado na Apple como «a honra de uma vida».

«Acredito sinceramente que o melhor ainda está para vir.»

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