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A guerra pela educação no Afeganistão e Paquistão

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A guerra pela educação no Afeganistão e Paquistão

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115 milhões de crianças não frequentam o ensino básico. 54 por cento são raparigas. Os dados são das Nações Unidas e servem para dar uma utilidade ao Dia Internacional da Mulher: relembrar que, em vários países, as mulheres enfrentam grandes obstáculos para serem reconhecidas pela sociedade.

*Afeganistão: “Não queremos que as pessoas *tenham pena de nós”

Em meados dos anos 90, Sakeena Yacoobi deixou os Estados Unidos, onde era médica, e regressou ao Afeganistão para criar uma ONG que gere mais de 150 projetos de educação e saúde. No passado, recebeu várias ameaças de morte. O presente continua a ser um caminho minado para quem trabalha pela emancipação da mulher. Apesar das dificuldades, Sakeena gosta de sublinhar por que luta: “Não quero que as pessoas tenham pena de nós. Não queremos dinheiro. Queremos desenvolver as nossas próprias capacidades através do ensino.”

Paquistão: Mulheres sem medo da mudança

Nazish Karam é dona de casa e diretora de escola. Tem dois filhos e vive em Musafarga, na província paquistanesa do Punjab. Num país onde
um terço das crianças nunca entrou numa sala de aula, Nazish teve a sorte de estudar. Hoje dirige uma das 130 escolas da chamada “Fundação dos Cidadãos”. A organização tem vários projetos escolares e criou uma faculdade só para mulheres.
Conheça a história de mulheres com sede de mudança, num país onde 44 por cento da população adulta é analfabeta (segundo dados da Unicef).