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Carlos Slim avança para a operadora holandesa KPN

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Carlos Slim avança para a operadora holandesa KPN

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A KPN está a ficar sem argumentos para se defender da investida hostil da empresa mexicana America Movil.

A operadora holandesa de telecomunicações não conseguiu encontrar um comprador para a subsidiária E-Plus. Supostamente, os espanhóis da Telefonica tinham manifestado interesse. Mas a situação terá revertido quando a dívida da operadora foi reavaliada. Assim, as ações da KPN caíram mais de 5 por cento, esta quinta-feira, em Amesterdão, a maior queda da Aex. O eventual negócio podia ter gerado a estabilidade necessária para acalmar os mercados.

A oferta do bilionário mexicano Carlos Slim vigora até ao final deste mês. Centra-se em quase 28 por cento do capital da KPN. A 8 euros por ação, representa um acréscimo de 23,5 por cento em relação ao estabelecido a 7 de maio, dia em que a America Movil anunciou as suas intenções.

A KPN considerou a proposta insatisfatória. Mas o valor unitário das ações estagnou abaixo dos 8 euros. Desde então, a empresa mexicana subiu a parada de 5 para 8,7 por cento. A America Movil, líder no mercado latino americano, pretende ganhar presença, de forma não muito custosa, no contexto europeu, onde as operadores atravessam um período conturbado.

Devido à fragmentação do setor das telecomunicações na Europa, com cerca de 150 operadoras a enfrentarem pesadas dívidas, os alvos são incontornáveis. Segundo os analistas, a seguir vêm as investidas chinesas.