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Operalia comemora 20 anos na China

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Operalia comemora 20 anos na China

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A célebre competição Operalia comemora 20 anos. O fundador, o famoso tenor espanhol, Plácido Domingo, orgulha-se de procurar as vozes de amanhã. Chama à competição “Olimpíadas para cantores”.

“Adoro o que estou a fazer. Sei o tanto que tive que fazer no início e sei o quanto me teria ajudado se houvesse uma competição como esta. Desde os 30 anos que me lembro de dizer, numa entrevista, que um dia gostaria de ter a possibilidade de ajudar os jovens e agora estou a fazê-lo”, diz Domingo.

Centenas de candidatos de todo o mundo concorreram, mas apenas 14 dos 40 convidados chegaram à final. Entre eles, Janai Brugger dos Estados Unidos.

“Rezo, tento respirar fundo, mas a tensão é muita e, algumas vezes, os nervos apoderam-se de nós, mas eu tento controlar-me e transformar isso em entusiasmo”, afirma Janai.

Não é uma tarefa fácil. A pressão é grande. O júri é internacional… E todos têm consciência que uma vitória abre as portas mundiais do mundo da ópera.

Apesar dos ensaios intensos, os finalistas têm tempo de descobrir Pequim. Pela primeira vez, Operalia realiza-se na China.

O contratenor americano Anthony Roth Costanzo está impressionado com o ambiente: “É muito emocionante para mim, porque eu penso que as pessoas não sabem muito sobre contratenores e adoram ouvir o tenor e os sopranos e estão habituados a isso. Na China, é incrível ver a reação do público face ao contratenor. Portanto, impressioná-lo tem sido maravilhoso”.

No Centro Nacional para as Artes Performativas, os concorrentes dão o seu melhor. No final, Janai leva o primeiro prémio feminino para casa. Anthony e o barítono mongol Amartuvshin partilham o primeiro prémio masculino.

“Eu estava bastante nervosa por candidatar-me a algo deste nível, mas tenho de desafiar-me e aprender a ter confiança. Portanto, isto ajudou-me definitivamente nesses aspetos”, sublinha Janai.

“É um concurso magnífico, que nos permite avançar na nossa carreira e nos encoraja naquilo que fazemos”, realça Amartuvshin.

“Houve um momento esta noite em que eu estava a cantar e olhei para baixo e vi o Domingo a olhar para mim. É difícil de acreditar que está a acontecer e isso foi incrivelmente inspirador”, conta Anthony Roth Costanzo.

Nesta história pode ouvir excertos das seguintes obras:

Händel: Tolomeo “Stille amare”

Verdi: Rigoletto “Cortigiani vil razza dannata”

Charpentier: Louise “Depuis le jour”

Para mais excertos da nossa entrevista (em inglês) com o tenor Plácido Domingo, clique na seguinte ligação:
Bonus interview Plácido Domingo