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Residências de empreendedorismo reanimam Auvergne

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Residências de empreendedorismo reanimam Auvergne

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Fomentar o empreendedorismo para travar o envelhecimento da população foi o que se fez em Auvergne. Os resultados são muito encorajadores: foram criadas centenas de postos de trabalho e os jovens empreendedores estão de volta a esta região francesa.

David Romero tem 24 anos e Eric Seguinotte tem 25, tendo ambos formado-se em metalurgia. O seu negócio é fabricar móveis em aço, zinco e outros metais com aplicações em esmalte, couro ou carbono.

O volume de negócios foi de 100 mil euros nos últimos 12 meses. Esperam duplicar esse número no próximo ano e contratar um comercial.

Apostam na qualidade, o que lhes permite venderem para importantes galerias de arte, mas David e Eric também têm consciência que é preciso adaptarem-se às exigências do mercado.

“A nossa família, os nossos amigos e outras pessoas disseram-nos: “É muito bom aquilo que fazem, mas eu, infelizmente, não tenho orçamento”, conta Eric Seguinotte.

“Adaptamo-nos totalmente aos orçamentos. Sejam orçamentos muito altos ou muito baixos. Criamos o produto em função do orçamento e do que o cliente pede”, explica, por seu lado, David Romero.

Desde o início do negócio, há dois anos, David e Eric venceram uma competição regional e beneficiaram, nos últimos seis meses, do sistema de residências de empreendedorismo.

Um sistema que visa ajudar as empresas a instalarem-se em Auvergne. Em 2010, o projeto ganhou o Grande Prémio do Júri para a Promoção do Espírito Empresarial, atribuído pela Comissão Europeia.

“Através da residência foram pagos quatro meses de renda do nosso local de trabalho, que custa mil euros por mês”, refere David Romero.

“Esse dinheiro deu-nos algum espaço de manobra para investir na angariação de novos clientes, para nos darmos a conhecer, para participarmos em feiras”, conclui Eric Seguinotte.

Graças às residências de empreendedorismo, surgiram na cidade 500 novas empresas nos últimos anos; e a média de idade dos novos empreendedores passou de 43 para 39 anos.

“O resultado depois de investir cerca de três milhões de euros, ao longo de cinco anos, é ter gerado 47 mil milhões de euros de volume de negócios com estas novas empresas. E foram também criados mais de mil postos de trabalho, o que é imenso para uma região como a nossa”, explica Henry Talamy, à frente do projeto.

“A chave para o sucesso é sair do seu cantinho e expandir-se em rede”, explica Eric, seguido por David, que acrescenta: “Ser ousado e criativo é essencial para desenvolver essa rede”.

Ambos aconselham também a “não desanimar porque a vida de empreendedor não é feita de tranquilidade”.