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UE tenta salvar Protocolo de Quioto na conferência sobre clima

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UE tenta salvar Protocolo de Quioto na conferência sobre clima

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Pelo menos 200 pessoas morreram nos EUA, Haiti e Cuba, no final de outubro, vítimas do furacão Sandy, que causou também danos materiais multimilionários. Os cientistas alertam para o aumento destes fenómenos extremos devido às alterações climáticas.

São consequência das emissões de CO2, resultantes do uso excessivo de energia fóssil. Organizações não governamentais lamentam a inação política, sobretudo da UE.

“A UE tem de estar unida para poder intensificar as suas ações e liderar este processo, o que não está a conseguir fazer agora nas negociações de Doha. A Polónia tem tido um papel de grande obstrução e bloqueio deste processo, em que é preciso ação urgente, mas a UE não pode se esconder atrás da Polónia”, realça Susann Scherbarth, da Friends of the Earth.

Doha, no Qatar, recebeu a 18ª Conferência da ONU sobre alterações climáticas. Cerca de 200 países tentam chegar a acordo sobre renovar o Protocolo de Quioto, que expira em 2012.

Divergem também sobre como financiar o Fundo para o Clima Verde, que deveria receber 100 mil milhões de dólares por ano.

“Houve muitas promessas sobre colocar muito dinheiro neste fundo para ajudar os países em desenvolvimento, mas ele está vazio. Vemos agora promessas de alguns países europeus, como a Alemanha e o Reino Unido, mas não passam de anúncios feitos em conferências de imprensa”, acrescenta a perita.

Um novo tratado deverá substituir o Protocolo de Quioto em 2015. Mas depois de duas semanas de negociações, que terminam a 7 de dezembro, não parece haver muito avanço nos compromisso.

O correspondente da euronews em Bruxelas, Rudolph Herbert, entrevistou Matthias Groote, chefe da delegação do Parlamento Europeu na Conferência de Doha.

“O mínimo que eu espero é uma extensão do Protocolo de Quioto. Menos que isso significaria realmente um fracasso da conferência. Tudo o que vier a mais será um pequeno sucesso”, disse o eurodeputado alemão.