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Era o fim do mundo

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Era o fim do mundo

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Na Guatemala, as comunidades Maias apelidaram de mito o fim do mundo anunciado e denunciaram o “folclore” a ele associado. Mesmo assim alguns prepararam-se para o apocalipse.

A Aldeia de Bugarach, em França, local a salvo e de onde deveria partir a nave espacial com um grupo de eleitos, qual arca de Noé dos tempos modernos, preparou-se para este dia.

Para os habitantes locais foi, em alguns aspetos, bom:

“Eu penso que para Bugarach esta é uma boa promoção, muito boa para a região, porque estamos mal, esta é a verdade, na região estamos mal a todos os níveis, comércio, empresas, acho que vai ser uma lufada de ar fresco.”

“Desde manhã que há uma afluência maior de clientes, gente local e iluminados. Parece-me tudo uma invenção mas que é benéfica para o comércio.”

“Se isto pode trazer aqui pessoas, porque não? Não vamos cuspir na sopa, se pode ser como em Lourdes ou Roma porque não?”

Ou Fátima, ainda que as referências sejam um pouco diferentes, os habitantes acreditam que aqui se passam coisas inexplicáveis. De qualquer forma, do virtual ao real, o facto é que a aldeia ganhou com o mito.

“Esta manhã vendi mais bolos, começou muito cedo, por isso estou feliz porque hoje fia mais dinheiro”, explica uma comerciante.

180 habitantes viram a sua pequena aldeia invadida por forasteiros talvez para partir na mítica nave para um planeta distante. Mas que perderam a viagem.