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Aprender a superar as limitações físicas

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Aprender a superar as limitações físicas

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Ler ou dançar com dificuldades visuais ou motoras são desafios complexos, mas com preparação à altura, o que parece ser impossível pode concretizar-se.

As Nações Unidas estimam que em todo o mundo vivam cerca de 650 milhões de pessoas portadoras de deficiência. Apesar da legislação e dos progressos científicos, em alguns países continua a ser-lhes negado o acesso à educação, trabalho e cuidados médicos.

Ainda assim, em todo o mundo, há vários projetos que oferecem oportunidades aos jovens com necessidades especiais para que possam ultrapassar os preconceitos e a discriminação.

Na China existe uma escola que ensina jovens com limitações a colocarem os medos de parte e a dançar em cadeira de rodas.

A instituição foi fundada em 2009 e não para de surpreender. Os bailarinos conseguem dançar facilmente, sem atropelos. Treinam três vezes por semana e até participam em competições internacionais.

No Afeganistão, uma escola vocacional dá formação em diferentes ramos profissionais e proporciona acima de tudo a perspetiva de um futuro mais otimista.

Mais de uma centena de crianças, grande parte vítimas da guerra no Afeganistão, estudam em Cabul no Instituto Profissional para cegos.

Metade do dia é dedicado à aprendizagem de matemática, ciências e literatura, sempre através do tato. Em nome de um emprego futuro, o restante tempo livre da jornada é dedicado à formação profissional. Escolhem entre cursos de arte, de informática, ou a aprender a fazer coisas como vassouras.

Durante mais de três décadas a Escola de São José para Deficientes Auditivos tem proporcionado educação de qualidade para as pessoas com este tipo de limitações na Serra Leoa. Agora, mais de 250 alunos estão matriculados na instituição.

A escola usa o método materno-reflexivo para ensinar crianças de três anos. O método materno-reflexivo é uma abordagem única, que ensina as crianças com problemas auditivos a ser como qualquer outra criança sem limitações.

Encoraja-os a usar palavras, em vez de recorrer unicamente à linguagem gestual.