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Guerra aberta à exploração infantil

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Guerra aberta à exploração infantil

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A Organização Internacional do Trabalho estima que à volta de 250 milhões de crianças não desfrutam da infância que deviam ter. Estão, por outro lado, a trabalhar nas piores condições, a ser exploradas. A crescer demasiado rápido.

Muitas pessoas estão a tentar salvar a educação e a saúde destas crianças. É uma das maiores preocupações da atualidade: a erradicação do trabalho infantil. Esta semana, vamos revelar três histórias que nos dão uma nova perspetiva sobre este problema global.

Começamos na África ocidental, num dos maiores mercados do Benim. Estima-se que à volta de 200 mil crianças sejam traficadas nesta região do continente africano. Umas destinam-se a trabalhos domésticos, outras a minas, à construção e muitas são colocadas na agricultura.

A trabalhar nos maiores mercados do Benim, nomeadamente em Dontokpa, encontramos a Associação Foyer Don Bosco, uma ONG que luta contra a exploração infantil e tenta motivar os jovens a deixar a vida dura do trabalho à troca de educação e tempo para brincar.

De seguida, saltamos para Genebra, na Suíça, e encontramo-nos com Patrick Quinn, responsável técnico do programa para a erradicação do trabalho infantil promovido pela Organização Internacional do Trabalho. Ele dá-nos uma perspetiva global do problema e leva-nos a olhar com mais atenção para o sul da Ásia, região do globo onde existe a maior concentração de crianças a trabalhar.

Aceitamos o repto e rumamos à Índia. Aqui ficamos a conhecer Susairaj, fundador da Jeeva Jyothi, expressão que significa “vida eterna” e que dá nome à organização criada para melhorar as vidas das crianças na cidade de Chennai, no sul do país.

Susai foi uma criança sem infância, teve de trabalhar ainda pequeno, passou por algumas tragédias pessoais e chegou a um ponto em que decidiu fazer alguma coisa para que os mais jovens não passassem pelo mesmo que ele. É essa história que nos é contada na primeira pessoa e que nos mostra, ao mesmo tempo, uma dura realidade de pobreza num dos países, curiosamente, com maior e mais rápido crescimento económico do Mundo.