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Segurança alimentar na Europa

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Segurança alimentar na Europa

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Nesta edição de U talk, em destaque a segurança alimentar no Velho Continente. “Depois do escândalo da carne de cavalo, o que é que a Europa pode fazer para garantir a segurança alimentar?”, perguntou Estelle, que vive em Bruxelas.

A diretora-geral do Gabinete Europeu das Uniões de Consumidores, Monique Goyens, respondeu: “Primeiro, é preciso lembrar que o escândalo da carne de cavalo não é um problema de segurança alimentar, mas um problema de fraude contra o consumidor, igualmente inaceitável. É preciso também lembrar que na Europa, nos encontramos na zona mais segura do mundo em termos de alimentação e que a maior parte dos incidentes está relacionada com uma má gestão do frigorífico pelo consumidor. Mas é preciso também recordar dois elementos essenciais: nós estamos atualmente num período de crise económica, em que há uma certa tendência para reduzir as normas, a fim de reduzir os encargos da indústria alimentar. Portanto, diminui-se a vigilância e arriscamo-nos a diminuir a segurança dos alimentos. É essencial que a Europa mantenha as suas normas, sobretudo face à pressão dos Estados Unidos, que, no quadro das negociações em matéria de comércio internacional, desejarão certamente exportar para a Europa produtos que não correspondem às nossas normas. Segundo elemento essencial: quando se quer verdadeiramente garantir uma rede de segurança em matéria alimentar, os Estados-membros devem dotar as suas autoridades de recursos suficientes para efetuar controlos e sobretudo para efetuar controlos não anunciados nas empresas agroalimentares.”

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