Última hora

Última hora

Estudo sobre cultivo de mexilhão apresentado em Portugal

Em leitura:

Estudo sobre cultivo de mexilhão apresentado em Portugal

Tamanho do texto Aa Aa

O cultivo de mexilhão é uma das principais indústrias de marisco da Europa. Havendo registos do seu cultivo organizado em França desde há quase 800 anos e com uma produção anual a rondar nos dias que correm o meio milhão de toneladas só no Velho Continente, há ainda muito por conhecer e explorar nesta indústria. Prestes a terminar está um projeto europeu de 36 meses denominado Mussels Alive (“Mexilhões vivos”, em tradução livre), que arrancou em junho de 2010 e cuja derradeira apresentação de resultados está marcada para 21 e 22 de maio em Olhão, Portugal.

Com este estudo, pretende-se desenvolver um negócio mais rentável e sustentável em torno do mexilhão na Europa. Foi esse objetivo que levou um dos principais produtores produtores suecos de bivalvesa juntar-se ao projeto Mussels Alive. Andres Granhed pôde, assim, testar novas tecnologias que lhe permitem tirar maior rendimento do cultivo de mexilhões e reduzir o desperdício.

Os cientistas do projeto Mussels Alive debruçaram-se sobre as várias etapas do processo de cultivo: desde a apanha dos mexilhões até à mesa do consumidor final. Foram identificadas alguns passos que podiam ser revistos, melhorando-se assim o processo e reduzindo-se as perdas. Os resultados já conhecidos apontam para um recuo entre 5 e 10 por cento nos desperdícios, que se cifram, de forma geral e distribuídos pelas várias etapas do processo, em 30 por cento da produção total anual na Europa. O objetivo era uma redução de perdas na ordem dos 35 por cento, por isso, há ainda trabalho a fazer.

Um dos principais focos do estudo, que em dezembro de 2011 se debruçou sobre a produção de mexilhão na região de Setúbal, está colocado na armazenagem. Mas também o transporte e manuseamento dos bivalves foi tido em especial atenção. O recurso a um “mexilhão eletrónico”, por exemplo, permitiu recolher informação que ajudou reduzir o impacto agressivo sobre as conchas dos moluscos. O estudo, porém, não está concluído. A inovação é constante. Tanto na confeção final dos mexilhões como, no que ao projeto Mussels Alive diz respeito, no processo de cultivo, armazenamento, transporte e, em suma, na comercialização deste bivalve.

www.musselsaliveproject.com