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Aprender é um "jogo sério"

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Aprender é um "jogo sério"

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A expressão “jogos sérios” até pode parecer contraditória, mas não se prestarmos atenção às mudanças que os vídeojogos estão a produzir nas salas de aulas.Originalmente, a expressão referia-se a atividades lúdicas com cartas ou tabuleiros mas, hoje em dia, aplica-se cada vez mais a jogos de computador com objetivos pedagógicos. Será que conseguem mesmo disputar a atenção dos mais jovens, habituados a outro tipo de entretenimento virtual? Foi o que perguntámos a especialistas do MIT, em Boston, onde existe o Game Lab, um laboratório para professores e estudantes tentarem determinar quais serão os jogos sérios do futuro.

Muitos países começaram não só a utilizar jogos de computador na sala de aulas, mas também a incentivar os alunos a desenvolverem os seus próprios jogos, mesmo os mais novos. Na Escócia, um instituto público chamado Consolarium está a aprofundar os jogos educacionais, despertando o interesse de países como a Austrália ou a Índia.

Começar a carreira profissional a aprender através de um jogo. Às portas de Berlim, um supermercado utiliza uma plataforma chamada justamente “Supermercado Virtual” para formar os seus funcionários. Arrancam como ajudantes, mas podem, se tudo correr bem, chegar a gestores comerciais. Tal como no mundo real, um estagiário tem de responder a perguntas como: “é possível ver se um ananás já está maduro?” O jogo dá a resposta correta: é preciso recorrer ao olfato.