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Rússia nega perseguição a ativistas sociais durante cimeira com UE

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Rússia nega perseguição a ativistas sociais durante cimeira com UE

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Os líderes da UE tinham prometido discutir a violação de direitos humanos durante a cimeira com a Rússia, esta segunda e terça-feira, na cidade russa de Yekaterinburgo.

Em resposta a perguntas dos jornalistas sobre o tema, o Presidente russo explicou o âmbito da recente legislação sobre organizações da sociedade civil.

“Leia a nova lei, ela não diz nada sobre o encerramento destas organizações e, muito menos, sobre a aplicação de sanções contra elas. A lei refere-se à divulgação de informação financeira. Se a organização está envolvida em atividades políticas, deve declarar-se como agente estrangeiro”, disse Vladimir Putin.

O governo de Moscovo diz que parte da oposição e ativistas dos direitos humanos são manipulados por governos estrangeiros, que os financiam. Ordenou operações policiais às sedes de várias organizações, vistas pela UE como perseguição política.

A partir de Bruxelas, o correspondente da euronews, Andrei Beketov, entrevistou Lyudmila Alexeyeva, defensora dos direitos humanos e diretora do Grupo Helsinkia, em Moscovo.

“Gostaria de acreditar que os líderes europeus foram bastante firmes na discussão dessas questões com os líderes russos. Os cidadãos da Rússia estão muito preocupados com a situação dos direitos humanos e com as relações entre as autoridades e a sociedade civil. A UE deve ter-se apercebido do amplo e cruel ataque lançado recentemente pelas autoridades contra a sociedade civil com o objetivo, creio eu, de o suprimir totalmente”, disse a ativista.

(veja a entrevista na íntegra em vídeo)