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EUA: Trabalhadores do "fast-food" de greve

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EUA: Trabalhadores do "fast-food" de greve

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Esta quinta-feira, 4 de setembro, vai ser difícil comer um hambúrguer em mais de 150 cidades, dos Estados Unidos da América.

Os funcionários das cadeias de restaurantes de “fast-food” estão em greve. Os trabalhadores exigem o aumento do salário mínimo, no setor, para 15 dólares por hora, o equivalente a 11,50 euros.

Atualmente, o salário mínimo destes trabalhadores é de 7,25 dólares (5,51€) por hora o que faz com que a maioria esteja abaixo da linha de pobreza, definida nos Estados Unidos nos 23 mil dólares (17,5 mil euros) por ano, para uma família de quatro pessoas. De acordo com os organizadores do protesto, muitos funcionários do setor da restauração de “fast-food” têm dois ou três empregos, para conseguirem sobreviver.

A questão do aumento do salário mínimo está na ordem do dia, nos Estados Unidos da América. Na segunda-feira, 1 de setembro, o presidente, Barack Obama, voltou a defender o aumento do salário mínimo nacional dos 7,25 dólares por hora, para 10,10 dólares, o equivalente a 7,68 euros.

A discussão da medida tem encontrado obstáculos na Câmara dos Representantes, dominada pelos republicanos. O partido da oposição defende que isso pode levar ao aumento do preço dos produtos e, por consequência, ao aumento do desemprego. Obama espera inserir o tema na campanha para as eleições de meio mandato, em novembro deste ano, altura em que os democratas podem reaver a maioria no Congresso.

Devido à indefinição federal, alguns Estados tomaram medidas para mudar as próprias leis. Washington, Califórnia, Massachusetts e Maryland aprovaram, recentemente, projetos para aumentar o salário mínimo.