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EUA: Intercalares abrem caminho para as presidenciais de 2016

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EUA: Intercalares abrem caminho para as presidenciais de 2016

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São as eleições intercalares que preparam o caminho para a campanha presidencial de 2016. Com o Congresso nas mãos dos republicanos os eleitores americanos forçaram as duas fações a refinarem as estratégias para os próximos dois anos.

Este resultado confirma o declínio da popularidade do presidente, podendo ser visto como uma crítica à política da Casa Branca. Os norte-americanos estão pessimistas em relação à situação económica do país. Para evitar a inércia, Barack Obama ou entra em acordo com os Republicanos ou será obrigado a servir-se do seu poder executivo para conseguir levar a sua agenda por diante.

O resultado desta terça-feira superou as expectativas republicanas, contudo, o controlo total do Congresso tanto pode ser uma bênção como uma maldição. Os republicanos estão agora na linha da frente na tomada de decisão de temas difíceis que podem prejudicá-los na corrida para a Casa Branca.

A incapacidade de cumprir algumas promessas republicanas, como a redução da administração e da dívida federais, pode colocar um entrave à ambição de alguns dos candidatos republicanos. Um facto que abriria a porta a rivais, do Tea Party, que não fazem parte do Congresso.

A ala republicana está dispersa e são vários os nomes que se esperam que avancem para a corrida à presidência…

Quanto aos democratas, Hillary Clinton aparece como a candidata mais forte para suceder a Barack Obama. A antiga primeira-dama, senadora e secretária de Estado, tem apurado o seu perfil político e procura alargar a base de apoio de modo a vencer eventuais competições nas primárias de 2016.

Joanna Gill, euronews: Falamos com o nosso correspondente em Washington, Stefan Grobe. Qual é o sentimento nos Estados Unidos, passados os acontecimentos?

Stefan Grobe, euronews: As pessoas aqui estão completamente surpreendidas com o resultado das eleições. Eram, de certa forma, esperados, mas o tamanho da vaga republicana é surpreendente. Venceram em lugares onde normalmente não o fariam. Venceram em Estados tradicionalmente democratas, conquistaram o assento de governador no Massachusetts. Em Maryland, por exemplo, varreram a oposição, deixando os democratas amargamente desapontados e quase sem liderança.

Joanna Gill: Que impacto terá na corrida presidencial de 2016, nomeadamente para a herdeira aparente de Obama, Hillary Clinton?

Stefan Grobe: Penso que Hillary Clinton é a grande vencedora das eleições desta terça-feira. Será a única pessoa, o único político visto como capaz de vencer as eleições presidenciais. Haverá uma enorme pressão para que se declare como candidata. Nenhum outro democrata se apresentará; ela será a única. Será vista como um político do tipo de Margaret Thatcher, capaz de governar um país basicamente ingovernável. Olhando para o lado republicano, há um vasto leque de potenciais candidatos, que se vão massacrar mutuamente nas primárias. Qual será bem-sucedido? Atualmente é impossível saber, poderia ser qualquer um, e isso dá uma grande vantagem a Hillary Clinton, tanto financeira, como política.