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Aprender de uma nova maneira


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Aprender de uma nova maneira

A missão dos pedagogos é procurar constantemente métodos de ensino mais eficazes e mais adaptados aos desafios do mundo moderno. As novas tecnologias são uma grande componente nesta equação. Nesta edição vamos apurar que impacto têm as novas abordagens entre os estudantes.

Normalmente, temos um professor que ensina numa sala de aulas e que dá trabalhos de casa aos estudantes. E se o método funcionasse ao contrário? Nos Estados Unidos, descobrimos precisamente isso: é o modelo revolucionário da
"sala de aulas invertida". No liceu Warren, em Chicago, os professores começam o dia a preparar material escolar um pouco diferente do das outras escolas. “A ideia surgiu em 2006, quando dávamos aulas no Colorado. Apercebemo-nos de que os alunos tinham muitas dificuldades em compreender conteúdos básicos quando trabalhavam em casa e que a melhor altura para aprenderem era connosco na sala de aulas. A ideia é muito simples: a parte em que o professor ensina, os alunos podem ver em casa com um software específico; e os trabalhos de casa são agora feitos na escola”, explica Jon Bergman, um dos criadores do Flipped Class.

Quando as salas de aula estão sobrelotadas e os recursos são limitados, quais são as possibilidades? Afinal, são realidades que podem rapidamente afastar os alunos da escola. No Quénia, há um projeto que tenta cativar os estudantes que vivem em circunstâncias difíceis através das novas tecnologias. Todo o currículo do ensino primário no Quénia está a apenas uns cliques de distância. Isto graças a um tablet chamado eLimu, o que em suaíli significa “professor eletrónico”. O dispositivo e a aplicação tornaram-se num elemento central numa escola primária de um bairro pobre de Nairobi, onde a taxa de abandono nesta etapa escolar supera os 40%. Pouco a pouco, o eLimu está a mudar as coisas.

É comum encontrar escolas chinesas no topo dos rankings mundiais. Mas vários especialistas alertam para as consequências do stress entre os alunos face à pressão para obterem bons resultados. Algumas escolas estão a tentar uma abordagem diferente para dar a volta a esta situação. A escola primária de Qiandeng faz parte de um projeto experimental privado que abrange quase 2 mil estabelecimentos escolares em todo o país. A iniciativa deu os primeiros passos há 14 anos, sob o princípio de reunir professores e alunos numa experiência pedagógica que sublinha a importância da harmonia. O objetivo principal não é testar os conhecimentos, mas sim estimular a auto-confiança, a criatividade, a eloquência, através do contacto aprofundado com a cultura local. Os professores integrados nesta rede podem partilhar experiências através da plataforma digital. Aliás, o bem-estar dos docentes é crucial para que o conceito funcione.

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