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Cameron persiste na linha anti-imigração

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Cameron persiste na linha anti-imigração

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Expulsar, do Reino Unido, os imigrantes que ao fim de seis meses não tenham emprego é uma das medidas propostas por David Cameron. Em pré-campanha eleitoral, o chefe do governo britânico afirmou, esta sexta-feira, claramente a vontade de reduzir a entrada de imigrantes europeus no Reino Unido e de lhes limitar o acesso a subsídios e benefícios sociais. Pontos, disse, a negociar com a União Europeia sob pena de saída do Reino Unido do grupo dos 28.

Bruxelas reagiu com moderação. “São ideais do Reino Unido e podem ser debatidas”, admitiu, cuidadosamente, Margaritis Schinas, porta-voz da Comissão Europeia, que acrescentou: “Têm de ser examinadas sem dramas e devem ser discutidas calma e cuidadosamente. Cabe aos legisladores nacionais lutarem contra os abusos do sistema e as leis comunitárias permitem-lhe fazê-lo”.

Frank-Walter Steinmeier, ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, que participava, em Roma, numa conferência sobre a imigração, sobretudo africana, deixou contudo, passar a mensagem: “O que esta conferência demonstra é que todos os países envolvidos consideram que a política de erguer barreiras com instrumentos executivos para manter as pessoas afastadas não é a solução para o enorme problema dos refugiados.”

As medidas propostas por Cameron podem afetar igualmente os portugueses. Fernanda Correia, diretora do Centro Comunitário de Apoio à Comunidade Lusófona em Londres, sublinha que os imigrantes chegam para trabalhar mas sem ideia do custo de vida e da dificuldade em encontrar alojamento e emprego.