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2014 foi pior ano para a Ucrânia "desde a Segunda Guerra Mundial"

De acordo com o Banco Central da Ucrânia, o país viveu em 2014 o pior ano “desde a Segunda Guerra Mundial”, consequência do conflito no leste e de

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2014 foi pior ano para a Ucrânia "desde a Segunda Guerra Mundial"

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De acordo com o Banco Central da Ucrânia, o país viveu em 2014 o pior ano “desde a Segunda Guerra Mundial”, consequência do conflito no leste e de uma crise económica sem precedentes.

Uma curiosa “árvore” feita de “posters” e mensagens pró-europeias lembra a contestação na Praça Maidan de Kiev, em fevereiro, que levou à queda do antigo presidente Viktor Ianukovitch.

Junto ao memorial das vítimas da revolução, uma antiga ativista diz que tinha “esperanças de algumas mudanças, mas ninguém esperava o começo de uma guerra. Este ano foi um ano de choque”.

Seguindo-se a anexação da Crimeia por parte da Rússia e a guerra no leste da Ucrânia, o ano de 2014 saldou-se na morte de cerca de 5.000 ucranianos.

Numa conferência na capital, o primeiro-ministro ucraniano questionou “o objetivo” de Putin, “quando enviou o Exército para a Ucrânia”. Arseniy Yatseniuk disse que se foi “para proteger a língua russa, ela é falada em toda a Ucrânia e não necessita proteção”. E perguntou ainda se foi “para proteger Donetsk e Lugansk? E de quem?”, responsabilizando a Rússia pela morte de “cinco mil pessoas”.

Yatseniuk afirmou que o conflito fez 800.000 deslocados. Apesar da nova trégua instaurada no dia 9, o leste da Ucrânia continua a ser um teatro de guerra; para além da destruição, continuam a registar-se combates esporádicos que resultaram, nomeadamente, na morte de três soldados esta segunda-feira, junto ao aeroporto de Donetsk.