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Egito: "Provocação do Charlie Hebdo que vai originar nova onda de ódio"

“Uma provocação” – a Autoridade Muçulmana do Egito considera a edição especial desta quarta-feira do Charlie Hebdo um “insulto” que vai causar uma

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Egito: "Provocação do Charlie Hebdo que vai originar nova onda de ódio"

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“Uma provocação” – a Autoridade Muçulmana do Egito considera a edição especial desta quarta-feira do Charlie Hebdo um “insulto” que vai causar uma nova onda de ódio. A reação do Dar al Iftá surgiu depois de ter sido apresentada a capa do satírico francês. O jornal vai ter a caricatura de Maomé em lágrimas com o panfleto “eu sou Charlie” e a manchete “tudo está perdoado”.

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É Maomé, lamento, voltámos a desenhá-lo. Mas o Maomé que desenhámos é um homem bom que acima de tudo, chora.

Os autores da chamada edição dos sobreviventes explicam. ‘‘Não é a manchete que toda a gente queria, mas é a manchete que desejámos. Não era a manchete que os terroristas pretendiam, porque não há terroristas. Há apenas um homem que chora, um boneco que chora. É Maomé, lamento, voltámos a desenhá-lo. Mas o Maomé que desenhámos é um boneco que acima de tudo, chora”, afirma o caricaturista Luz.

Sobre o futuro do jornal com mais de 60 anos. ‘‘Vai existir um futuro, isso é certo. Não sabemos bem como vai ser. Vamos ter um jornal, não vai haver interrupções. Quer dizer que dentro de duas semanas, nos quiosques, haverá um outro Charlie Hebdo”, explica Gérard Biard, chefe de redação.

As autoridades francesas apelaram à calma e ao respeito pela liberdade de opinião.

E serão três milhões de exemplares que vão estar nas bancas esta quarta-feira e não um milhão como tinha sido anunciado na semana passada.

Haverá edições em diferentes idiomas e cópias reservadas à exportação para 25 países.