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Marine Le Pen exige encerramento imediato das fronteiras depois dos ataques de Paris

A eurodeputada francesa Marine Le Pen reclama o encerramento imediato das fronteiras internas no espaço europeu, na sequência dos atentados de Paris

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Marine Le Pen exige encerramento imediato das fronteiras depois dos ataques de Paris

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A eurodeputada francesa Marine Le Pen reclama o encerramento imediato das fronteiras internas no espaço europeu, na sequência dos atentados de Paris da semana passada. A líder do partido de extrema-direita Frente Nacional, numa conferência de imprensa à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu que decorre em Estrasburgo, defendeu que “a imigração massiva e anárquica facilita o trabalho dos fundamentalistas islâmicos que espalham a sua ideologia em muitos subúrbios franceses”.

A eurodeputa liberal holandesa, Sophie in’t Veld é, naturalmente, mais moderada, considera que as ameaças surgem tanto dos terroristas como das respostas exageradas. in ‘t Veld acredita que “é necessário defender a democracia e a liberdade dos ataques terroristas, mas também da erosão que sofre dentro das nossas fronteiras”.

Os deputados mais moderados sublinham que os autores dos atentados de Paris eram todos cidadãos franceses que, de qualquer forma, teriam liberdade de movimentos no espaço europeu.

O especialista alemão Asiem el Diafroui defende que a luta contra os jihadistas exige, mais que um controlo de fronteiras, um verdadeiro trabalho social. El Difraoui afirmou, em entrevista à euronews, que “há quem fale na suspensão do acordo de Schengen- isso não deve ser feito. Os serviços de segurança europeus devem cooperar de forma mais intensa mas ao mesmo tempo, a luta contra o jihadismo requer medidas a longo termo de forma a explicar a estes jovens, que vivem à margem da sociedade, que jihadismo não é solução e não tem nada a ver com o Islão. Mas este será um problema a longo prazo, que vai continuar a existir na Europa durante décadas”.

Recorde-se que no início da sessão plenária, o presidente do Parlamento Europeu defendeu que, tal como aconteceu na Noruega em 2011, na sequência de ataques que mataram 76 pessoas, a resposta ao terrorismo deve ser «mais abertura, mais democracia, mais tolerância».