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Charlie Hebdo: Primeira edição após o ataque vai estar à venda durante dois meses

A colossal edição desta quarta-feira do Charlie Hebdo obrigou à redifinição dos serviços de impressão e redistribuição. As rotativas não páram e

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Charlie Hebdo: Primeira edição após o ataque vai estar à venda durante dois meses

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A colossal edição desta quarta-feira do Charlie Hebdo obrigou à redifinição dos serviços de impressão e redistribuição.

As rotativas não páram e mesmo a empresa que distribui o jornal foi obrigada a aumentar o número de efetivos para dar resposta a esta avalanche, mas o diretor de Vendas e Marketing garante que haverá Charlie Hebdo para todos.

“Temos muitos camiões, enquanto normalmente temos um ou dois camiões, agora temos duas dezenas. Quanto às equipas que recebem as encomendas dos pontos de venda, dos quiosques e dos estabelecimentos que vendem jornais, foi preciso reforçá-las. Multiplicámos os efetivos por dez. Temos 30 pessoas a receber chamadas telefónicas”.

Neste momento esão a ser impressos 600 mil jornais por dia. Em regra, o jornal fica em venda oito dias porque é um semanário, mas este número especial vai permanecer dois meses e enquanto fôr necessário vamos aprovisionando os pontos de venda, vamos distribuindo exemplares do Charlie Hebdo.

A edição do dia do ataque, a edição 1177, nã voltará a ser impressa e está a alcançar valores astronómicos na internet. Somas que vão até aos 15 mil euros.

“A decisão tomada pela equipa foi a de imprimir este número enquanto houver procura. Preferem imprimir esta edição que é a da sobrevivência, em vez da precedente que está associada ao drama.”

É a primeira vez que a edição de um jornal francês atinge 5 milhões de exemplares. Para o estrangeiro está prevista a expedição de 300 mil.