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Foram a sepultar quatro das vítimas do atentado contra o Charlie Hebdo

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De  Fernando Peneda  com AP-APTN
Foram a sepultar quatro das vítimas do atentado contra o Charlie Hebdo

<p>Realizaram-se esta quinta-feira em Paris os funerais de dois dos mais conhecidos cartoonistas do semanário satírico Charlie Hebdo, vítimas do atentado terrorista na semana passada.</p> <p>Na câmara municipal de Montreuil, Bernard “Tignous” Verlhac, de 57 anos, foi alvo de uma homenagem antes de ser sepultado no cemitério do Père-Lachaise.</p> <p>“Mataram pessoas que eram profundamente gentis, que se dirigiam tanto aos adultos como aos jovens e vamos continuar a fazer exatamente a mesma coisa”, disse o cartoonista Luz, atual figura de proa do semanário.</p> <p>Durante a cerimónia a mulher de Tignous, lembrou as vítimas do atentado e os ideais que partilhavam os cartoonistas.</p> <p>“Reconquistemos o direito de fazer o que fazíamos antes. De não nos calarmos. De nos lembrarmos que eram todos pacifistas, não violentos e republicanos. Pelos nossos filhos, creio que é fundamental continuarmos a defender a laicidade nas escolas”, sublinhou Chloé Verlhac.</p> <p>Também no cemitério do Père-Lachaise foi sepultado o cartoonista Georges Wolinski, que tinha 80 anos.</p> <p>“Continuemos unidos para que este momento não seja único e o espírito não regresse ao que era antes. Continuemos a ser inteligentes e não sucumbamos ao ódio”, alertou Elsa Wolinski, filha do famoso cartoonista.</p> <p>Igualmente foram a sepultar esta quinta-feira a psiquiatra Elsa Cayat, que assinava uma coluna no Charlie Hebdo, e o agente da polícia Franck Brinsolaro que era responsável pela segurança do cartoonista Charb, diretor da Charlie Hebdo, que será sepultado sexta-feira em Pontoise, perto de Paris, numa cerimónia íntima.</p>