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Foram a sepultar quatro das vítimas do atentado contra o Charlie Hebdo

Realizaram-se esta quinta-feira em Paris os funerais de dois dos mais conhecidos cartoonistas do semanário satírico Charlie Hebdo, vítimas do

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Foram a sepultar quatro das vítimas do atentado contra o Charlie Hebdo

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Realizaram-se esta quinta-feira em Paris os funerais de dois dos mais conhecidos cartoonistas do semanário satírico Charlie Hebdo, vítimas do atentado terrorista na semana passada.

Na câmara municipal de Montreuil, Bernard “Tignous” Verlhac, de 57 anos, foi alvo de uma homenagem antes de ser sepultado no cemitério do Père-Lachaise.

“Mataram pessoas que eram profundamente gentis, que se dirigiam tanto aos adultos como aos jovens e vamos continuar a fazer exatamente a mesma coisa”, disse o cartoonista Luz, atual figura de proa do semanário.

Durante a cerimónia a mulher de Tignous, lembrou as vítimas do atentado e os ideais que partilhavam os cartoonistas.

“Reconquistemos o direito de fazer o que fazíamos antes. De não nos calarmos. De nos lembrarmos que eram todos pacifistas, não violentos e republicanos. Pelos nossos filhos, creio que é fundamental continuarmos a defender a laicidade nas escolas”, sublinhou Chloé Verlhac.

Também no cemitério do Père-Lachaise foi sepultado o cartoonista Georges Wolinski, que tinha 80 anos.

“Continuemos unidos para que este momento não seja único e o espírito não regresse ao que era antes. Continuemos a ser inteligentes e não sucumbamos ao ódio”, alertou Elsa Wolinski, filha do famoso cartoonista.

Igualmente foram a sepultar esta quinta-feira a psiquiatra Elsa Cayat, que assinava uma coluna no Charlie Hebdo, e o agente da polícia Franck Brinsolaro que era responsável pela segurança do cartoonista Charb, diretor da Charlie Hebdo, que será sepultado sexta-feira em Pontoise, perto de Paris, numa cerimónia íntima.