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ONU tenta entendimento num Iémen cada vez mais dividido

Massivas manifestações marcaram esta sexta-feira o Iémen, no primeiro dia após a demissão do Governo e o pedido de renúncia do presidente Mansour

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ONU tenta entendimento num Iémen cada vez mais dividido

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Massivas manifestações marcaram esta sexta-feira o Iémen, no primeiro dia após a demissão do primeiro-ministro e o pedido de renúncia do presidente Mansour Hadi. O afastamento unilateral de ambos ameaça mergulhar o país num vazio politico, o que levou as Nações Unidas a enviar um intermediário para a capital Sana e tentar promover um entendimento entre as partes em conflito.

Em Taiz, no sul do Iémen, apoiantes do presidente pediram a Mansour Hadi que recue na renúncia e continue à frente do país, resistindo à forte pressão armada dos Houthi, que mantêm um cerco ao Palácio Presidencial e também à casa de Khaled Bahal, o primeiro-ministro demissionário.

Em simultâneo, o movimento xiita contou também com um forte apoio, mas na capital Sana. Os relatos falam em cerca de 20 mil pessoas nas ruas, muitas delas armadas, gritando frases de apoio aos rebeldes Houthi e também contra os Estados Unidos, com quem o presidente Mansour Hadi tem vindo a manter uma colaboração estreita na luta contra a Al-Qaida e o terrorismo.

A renúncia do chefe de Estado, porém, pode ainda ser vetada este domingo na reunião extraordinária do parlamento. O que obrigaria, de acordo com a Constituição, Mansour Hadi a ficar pelo menos mais três meses no lugar, altura em que poderia pedir nova renúncia, a qual então seria irreversível pela denominada Casa dos Representantes.

O representante da ONU, Yamal Benomar, já se terá, entretanto, encontrado com o Presidente e o primeiro-ministro demissionários e também com um representante dos rebeldes Houthi para tentar promover um acordo entre as partes e superar a crise.

Os Estados Unidos revelaram, por fim, que não veem problemas que impeçam o continuar da colaboração antiterrorista com as autoridades do Iémen garantindo não haver indícios de que a Al-Qaida ou o Irão estejam por trás da revolta do movimento Houthi contra o atual governo no país.