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Japão e Jordânia em contra-relógio para libertar reféns dos jihadistas

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De  Nelson Pereira
Japão e Jordânia em contra-relógio para libertar reféns dos jihadistas

<p>O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, exigiu esta quarta-feira que os jihadistas do auto-proclamado Estado Islâmico libertem o jornalista Kenji Goto, enquanto decorrem negociações secretas na Jordânia para a libertação do japonês e do piloto jordano Mu’ath al-Kaseasbeh, que os jihadistas ameaçam executar.</p> <p>Segundo o chefe do executivo nipónico, Tóquio mantém esforços, em cooperação com o governo da Jordânia, para evitar a execução dos dois reféns: </p> <p>“Esta é uma ação extremamente abjeta que provoca a nossa indignação e que condenamos com veemência. Embora esta seja uma situação difícil , a nossa política permanece inalterada na busca de cooperação com o governo da Jordânia para a rápida libertação do Sr. Goto.”</p> <p>Kenji Goto, de 47 anos, foi capturado em finais de outubro.</p> <p>Os extremistas islâmicos ameaçaram na terça-feira matar os dois reféns num prazo de 24 horas, caso não seja posta em liberdade Sajida al-Rishawi, uma jihadista iraquiana condenada à morte na Jordânia em setembro de 2006 por envolvimento em ataques terroristas que em 2005 atingiram três hotéis na capital jordana, Amã, provocando 60 mortos.</p> <p>Entretanto, em Amã, manifestantes exigiram esta quarta-feira a libertação do piloto Mu’ath al-Kaseasbeh, capturado a 24 de dezembro no norte da Síria, na região de Raqqa, durante um ataque aéreo contra as posições dos jihadistas.</p> <p>Num vídeo divulgado no dia 20 de janeiro, os fundamentalistas do auto-proclamado Estado Islâmico ameaçaram, num vídeo divulgado online,executar dois reféns japoneses – Kenji Goto e Haruna Yukawa – se o governo de Tóquio não pagasse um resgate de 200 milhões de dólares no prazo de 72 horas.</p> <p>No domingo passado, os extremistas anunciaram que tinham executado Haruna Yukawa.</p>