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Ucrânia: Um conflito, duas faces

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De  Ricardo Figueira  com Sergio Cantone, Reuters
Ucrânia: Um conflito, duas faces

<p>A estátua de Lenine, na praça central de Kramatorsk, torce pela Ucrânia. Pelo menos, a acreditar no cachecol. A cidade, a 90 quilómetros de Donetsk, voltou ao controlo do exército ucraniano no verão, depois de três meses de ocupação pelos separatistas.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p><a href="https://twitter.com/hashtag/Ukraine?src=hash">#Ukraine</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Kramatorsk?src=hash">#Kramatorsk</a>: One more time, <a href="https://twitter.com/hashtag/Lenin?src=hash">#Lenin</a> sporting yellow & blue colors <a href="http://t.co/V9nRJ3yvuu">pic.twitter.com/V9nRJ3yvuu</a></p>— Jaco Quintanilla (@jqg) <a href="https://twitter.com/jqg/status/559463806532059136">January 25, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Lyudmila, dona de um café, esteve sempre do lado da Ucrânia: “Durante a ocupação, éramos bombardeados, havia homens armados por toda a cidade. Os civis deixaram a cidade, as empresas também. Não havia nada para fazer, tivemos de fechar, porque não fazíamos receita. Tivemos de sair”, conta.</p> <p>Denis Sakno apoiava, inicialmente, os separatistas pró-russos, mas acabou por mudar de opinião: “Tinham-nos dito que a República de Donetsk traria boas coisas, que o governo ucraniano não era legítimo, que estávamos a pagar muito para o orçamento do Estado e que, com a República de Donetsk, o dinheiro ficaria aqui”.</p> <p>“Agora, a maior parte da população está a favor do governo de Kiev. Mesmo se há grupos que se mantèm críticos em relação ao governo ucraniano”, diz Sergio Cantone, chefe da delegação da euronews em Kiev.</p> <p><strong>A outra face</strong></p> <p>Em Donetsk, principal cidade controlada pelos separatistas, também há uma estátua de Lenine, mas esta, ao contrário da de Kramatorsk, não defende as cores da Ucrânia. </p> <p>Ao fim de meses de combate, o efeito é devastador: “A situação humanitária é muito séria. Diria mesmo que é uma catástrofe. A Ucrânia não deixa entrar medicamentos nem comida, por isso só a Rússia nos pode ajudar”, diz Igor, residente na cidade.</p> <p>Aqui, o apoio às forças pró-russas parece quase unânime. Os rebeldes anunciaram ter expulsado as tropas governamentais de duas zonas dos arredores de Donetsk. O aeroporto da cidade voltou para as mãos do exército da Ucrânia.</p>