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Varoufakis, o herói ou o vilão na cena política europeia?

O bom humor e alguma provocação junto dos jornalistas é uma das imagens de marca do ministro das Finanças da Grécia, que atingiu rapidamente estatuto de estrela política na cena internacional. O estil

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Varoufakis, o herói ou o vilão na cena política europeia?

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O bom humor e alguma provocação junto dos jornalistas é uma das imagens de marca do ministro das Finanças da Grécia, que atingiu rapidamente estatuto de estrela política na cena internacional.

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Tem um estilo bastante inovador, descontraído. Isso surpreendeu e, em alguns casos, irritou algumas pessoas

Numa ocasião em que Yanis Varoufakis perguntou “já chega de fotografias?”, um repórter respondeu “nunca são demais para si”.

As redes sociais, que Varoufakis também usa com frequência para passar a mensagem política, destacaram um certo estilo de herói cinematográfico num governante que quer acabar com a troika e com a política de austeridade.

Um estilo que caiu menos bem no Eurogrupo, onde se sentam os ministros das Finanças dos 19 países que usam a moeda única, como realça Christophe Garache.

“Tem um estilo bastante inovador, descontraído. Isso surpreendeu e, em alguns casos, irritou algumas pessoas. Além do estilo, Yanis Varoufakis quis vender uma certa mensagem e fê-lo enebriado pela vitória eleitoral. Os colegas do Eurogrupo cedo lhe fizeram notar que as coisas funcionavam de outra maneira”, disse à euronews o editor-chefe do sítio Europolitics, dedicado à política europeia e sediado em Bruxelas.

Durante quase um mês após ter sido eleito, o governo grego de esquerda radical manteve um braço-de-ferro no Eurogrupo, sobretudo com o homólogo alemão, Wolfgang Schäuble, que recusa mudar as regras do jogo.

Sobre a relação dos dois, Christophe Garache refere que “temos dois homens que pertencem a mundos totalmente diferentes. Um deles há muito que está integrado no sistema europeu. Em face disso, Yanis Varoufakis deveria, provavelmente, fazer um esforço para ser menos direto, usar mais diplomacia”.

O ex-professor universitário, que ensinou em Inglaterra, Austrália e Estados Unidos da América, não parece disposto a resignar-se perante as dificuldades. “O otimismo é um estado de espírito”, respondeu recentemente aos jornalistas.