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O ouro de Marcos Freitas e os gladiadores do gelo no mundo do Desporto

Portugal no topo do Mundo do ténis de mesa, o regresso das rainhas da neve e os gladiadores que nos chegam do frio são algumas das histórias da

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O ouro de Marcos Freitas e os gladiadores do gelo no mundo do Desporto

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Portugal no topo do Mundo do ténis de mesa, o regresso das rainhas da neve e os gladiadores que nos chegam do frio são algumas das histórias da edição desta semana de Sports United, o magazine semanal da euronews que junta todos os desportos que fazem o Desporto, misturando modalidades exóticas como, desta feita, o críquete a outras mais conhecidas como o ciclismo.

Abrimos a “revista” da semana em Bordéus, França, com o Mundial de ciclismo de pista. Portugal e Brasil estiveram representados pela primeira vez na competição, que juntou cerca de 380 ciclistas oriundos de 37 países.

Um dos destaques foi a equipa feminina da Austrália. O quarteto Annete Edmondson, Ashlee Ankudinoff, Amy Cure e Melissa Hoskins bateram o recorde do Mundo feminino de perseguição, tirando quase três segundos ao anterior máximo.

Em termos individuais, Anna Mears conquistou o 11.° título da carreira em Mundiais ao vencer, aos 31 anos, a prova de “keirin”. A australiana é a mulher mais vezes campeã do Mundo na história do ciclismo de pista, tendo ganho ainda nestes mundiais a prata no “trial” e o bronze no “sprint”, somando 26 medalhas em toda a carreira – outro recorde.

Na prova de contrarrelógio ao quilómetro, o triunfo coube a François Pervis. A correr em casa, o francês foi o mais forte da final, batendo o alemão Joachim Eilers (prata) e o neozelandês Matt Archibald (bronze). No dia anterior, Pervis já tinha ganho o ouro na prova de “keirin”, num triunfo que o levou às lágrimas perante a família.

Outro francês a festejar o ouro este ano foi Gregory Baugé, na prova de “sprint”. Foi o nono título do gaulês, de 30 anos, que se superiorizou na final ao russo Denis Dmitriev. A corrida pelo bronze foi ganha pelo também francês Quentin Lafargue.

Quanto às prestações lusófonas, o português Rui Oliveira, de apenas 18 anos, terminou no 16.° lugar na prova de “scratch”, enquanto o brasileiro Gideoni Monteiro foi o melhor dos quatro brasileiros presentes em Saint-Quentin-en-Yvelines, nos arredores de Paris, alcançando o 15.° lugar na disciplina “omnium.”

Rainhas da neve com sorte distintas

Tina Maze, no “downhill” e no super combinado; Anna Fenninger, no “slalom” gigante e no super-G; e Mikaela Shiffrin, no “slalom”. As rainhas da neve partilharam, entre si, as medalhas de ouro nos Mundiais de Esqui Alpino, que decorreram no início de fevereiro, em Beaver Creek, no Colorado, Estados Unidos. De volta à Taça do Mundo, as rainhas da neve mantiveram-se no trilho das vitórias. Menos uma: Tina Maze.

Com duas etapas realizadas no país natal, a Eslovénia, a líder da corrida ao Globo Cristal falhou redondamente. No “slalom” gigante, Tina Maze despistou-se e nem terminou a primeira manga. No dia seguinte, no “slalom”, a eslovena falhou um dos pórticos e não terminou a segunda manga, fechando a dupla etapa de Maribor com zero pontos.

Em grande, estiveram Anna Fenninger e Mikael Shiffrin. A austríaca levou de vencida o “slalom” gigante e reduziu para 84 pontos a desvantagem para Tina Maze, na geral da Taça do Mundo. A prodígio americana, de 19 anos, confirmou o domínio na disciplina de “slalom”, venceu-a pela terceira vez esta época e reduziu para 235 pontos a diferença para a líder da corrida ao Globo de Cristal.

Marcos Freitas de ouro e bronze no Qatar

O Mundial de Ténis de Mesa, no Qatar, foi de festa para Marcos Freitas. O português ganhou a medalha de ouro em pares, ao lado do croata Andrej Gacina, e o bronze, na prova de singulares. Freitas, atual número 10 do ranking mundial, foi afastado da final de singulares, mas a dar muita luta ao alemão Dimitrij Ovtcharov. No duelo pelo ouro, o número seis do Mundo foi presa fácil do veterano bielorrusso Vladimir Samsonov.

De referir ainda que na final de pares, a dupla do português derrotou na final a equipa dos brasileiros Hugo Calderano e Gustavo Tsuboi, por 3-0. Foi a terceira das 25 etapas que compõem a edição deste ano do Mundial de Ténis de Mesa.

Qatar Open 2015 Highlights: Marcos Freitas/Andrej Gacina vs Hugo Calderano/Gustavo Tsuboi (FINAL) from FranTT on Vimeo.

No circuito feminino, a final de singulares sorriu a Elizabeta Samara. A romena, de 25 anos, venceu a alemã Han Ying, por 4-0. Nos pares, vitória para a dupla chinesa, Jiang Huajun e Tie Yana, que venceu na final o par de Singapura, Li Ye e Zhou Yiha, por 3-0.

Sob os holofotes… o campeão de judo Ilias Iliadis

Com a temporada de Grandes Prémios de Judo parada até meados de março e após a etapa de Dusseldorf, no último fim de semana, decidimos colocar debaixo dos nossos holofotes uma das atuais estrelas mundiais, o grego Ilias Iladis. Vamos conhecer um pouco melhor, na primeira pessoa, o atual campeão do Mundo de Judo.

“Em criança, eu era mau. Era um ‘bad boy’. Quando entrei num dojo percebi todo o respeito que ali havia. O respeito por todos. Pelo treinador e até pelo Tatami. Por isso escolhi isto. O judo é o meu desporto. É a minha vida. Não é importante se somos fortes ou não, o importante é conseguir tirar a força ao adversário. Primeiro, há que aprender a respeita-lo e depois temos de vencer. Quando combato, quero sentir o meu rival. Ao primeiro contacto, quero sentir a força dele, perceber como se movimenta, à esquerda, à direita. Depois, dou o meu melhor. Sinto a adrenalina. Sinto-me poderoso… este é o melhor sentimento de todos. Eu sou Ilias Iliadis e esta é a minha casa.”

Por dentro do… “Ice Speedway Gladiadtors”

No que toca a nomes para desportos que só por si nos seduzam, poucos haverá como o “Ice Speedway Gladiators”, uma espécie de MotoGP no gelo. Tal como para os antigos gladiadores, aqui o perigo está também ao virar de cada curva e o público adora.

As motos são movidas a motores de 500 cc de quatro tempos, de metanol. À primeira vista, parecem motociclos futuristas e agressivos saídos do filme “Mad Max”.

Não há travões e as rodas integram espinhos bem salientes para ajudar a essencial tração à pista, como nos conta o “gladiador” russo, Vitaly Khomitsevich: “O gelo é igual para todos. Temos de preparar a nossa mota para todos os tipos de gelo. É bom quando o gelo já está meio picado ou quando o tempo está bom.”

Vitaly Khomitsevich conta-nos que é preciso colocar “a pressão certa de ar nos pneus e também na suspensão”. “Tentamos escolher os melhores níveis de pressão para todos os ‘gladiadores’ e todos os tipos de pista. Depois disso, é levantar o pé da embraiagem e aí vamos nós”, explica-nos.

O campeonato de “Ice Speedway Gladiators” vai a meio. Acaba de passar por Almaty, no Cazaquistão, e a penúltima etapa vai realizar-se em Assen, na Holanda, a 7 de março.

O “duplo century” de Chris Gayle no críquete

Há mais de ano e meio que Chris Gayle não conseguia um “century”, isto é, num só jogo 100 pontos ou “round” (volta, similar ao “run” do basebol). Mas o rei do bastão dos West Indies calou os críticos durante o jogo da fase de grupos do Mundial contra o Zimbabué, a contar para a “pool” B.

Chris Galey conseguiu o primeiro “duplo century” da história da Taça do Mundo de críquete, somando 215 pontos. As emoções deste feito de Chris Gayel fecham a nossa edição televisiva desta semana de Sports United.

Não deixe de ver as imagens deste exótico desporto que é quase um exclusivo das comunidades da Commonwealth, a qual congrega a Grã-Bretanha e todas as antigas colónias britânicas.